quinta-feira, 4 de junho de 2015

Ficha de leitura nº 8

Título: Teste detecta uso de cocaína a partir de impressão digital.

Unidade: Património genético

Resumo: Um novo e não invasivo teste toxicológico que é capaz de detectar uso de cocaína através de uma única impressão digital foi apresentado por pesquisadores. Pela primeira vez, esse novo método pode determinar se houve ingestão de cocaína pelo indivíduo, e não apenas se este tocou na droga. Pesquisadores acreditam que as aplicações para esse teste possam ser bem amplas. Testes de toxicológicos para drogas são usados rotineiramente por serviços de liberdade condicional, prisões, tribunais entre outros departamentos judiciais. Entretanto, os testes toxicológicos tradicionais apresentam limitações.

Notícia:

Detectando o uso de cocaína com uma impressão digital Uma pesquisa publicada na Analyst demonstrou um novo e não invasivo teste toxicológico capaz de detectar uso de cocaína através de uma simples impressão digital. Pela primeira vez, esse novo método pode determinar se houve ingestão de cocaína pelo individuo, e não apenas se ele tocou na droga. Liderado pela University of Surrey, um grupo de pesquisadores do Netherlands Forensic Institute (NL – Holanda), do King’s College London (UK – Reino Unido) e da Sheffield Hallam University (UK – Reino Unido) usaram diferentes tipos de uma técnica analítica química conhecida como espectrofotometria de massa para analisar as impressões digitais de pacientes que frequentam programas para tratamento de toxicodependência. Eles testaram as digitais contra, as comumente usadas, amostras de saliva para determinar se há correlação entre os dois testes. Embora testes de impressão digital anteriores tenham empregado métodos similares, esses foram apenas capazes de MOSTRAR se a pessoa havia ou não tocado em cocaína, e não se ela havia usado de fato a droga. “Quando alguém usa cocaína, a pessoa excreta traços de benzoilecgonina e metilecgonina conforme a droga é metabolizada no organismo, e esses indicadores químicos estão presentes também nas impressões digitais deixadas pelo indivíduo” diz a autora líder do estudo Dra. Melanie Bailey da University of Surrey. “Para a nossa parte das investigações, nós pulverizamos um pouco de solvente nas impressões digitais (uma técnica conhecida como ionização por dessorção-eletrospray ou DESI) para determinar se essas substâncias estão presentes nas digitais deixadas pelos indivíduos. DESI é usada para várias aplicações forenses, mas nenhum outro estudo aponta que esse teste pode ser utilizado comprovar o uso de drogas”. Aplicações do novo método Pesquisadores acreditam que as aplicações para esse teste possam ser bem mais amplas. Testes toxicológicos são usados rotineiramente por serviços de liberdade condicional, prisões, tribunais entre outros departamentos judiciais.  Entretanto, os testes tradicionalmente usados apresentam limitações. Por exemplo, o exame de sangue requer equipe treinada e especializada para executar a coleta e há preocupações com a privacidade dos indivíduos a serem testados no exame de urina. Quando fluídos corporais são testados sempre há risco de contaminação biológica e frequente risco quanto a determinados métodos de armazenamento e eliminação das amostras. Muitas vezes, esses testes também requerem análises off-site. “A beleza desse método é que, além do fato de não ser invasivo e ser mais higiênico do que outros testes como o de sangue ou o de saliva, é que não pode ser falsificado,” acrescenta a Dra. Bailey. “Pela própria essência do teste, a identidade do indivíduo a ser testado é também capturada através da impressão digital por si só”. É antecipado que essa tecnologia pode ser o começo dos testes toxicológicos portáteis para os departamentos judiciais utilizarem dentro da próxima década. “Nós estamos ligados apenas pelo tamanho da tecnologia atual, que ainda é muito utilizada e representativa. Entretanto, empresas já estão trabalhando em espectrofotômetros de massa em miniatura e, no futuro, testes toxicológicos por impressão digital poderão ser implantados. Esse novo método ajudará a PROTEGER o público e de fato providenciar um teste muito mais seguro para os usuários de drogas”, diz a Dra. Bailey.

Fonte: https://cienciasetecnologia.com/teste-detecta-uso-de-cocaina-a-partir-de-impressao-digital/

Ficha de leitura nº 7

Título:

Cientistas bloqueiam hereditariedade da epilepsia em ratos

Unidade: Património genético

Resumo: 

Cientistas do Reino Unido conseguiram evitar que o gene responsável pela epilepsia em ratos fosse transmitido de uma geração para a outra

Notícia:

Cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, conseguiram bloquear a hereditariedade da epilepsia em ratos de laboratório.
Segundo o líder da pesquisa, que foi publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), Steve Clapcote, " este é o primeiro estudo a mostrar que a doença é causada por um defeito genético" .
Ele explica que o gene Atp1a3 regula os níveis de substâncias como sódio e potássio nas células do cérebro e o desequilíbrio entre elas pode provocar algumas formas de epilepsia. A partir desta constatação, a equipe observou que os roedores com a doença carregavam um defeito nesse gene.
Criando formas transgênicas dos animais, em que o Atp1a3 normal era implantado, os estudiosos cruzaram os animais saudáveis com os doentes e perceberam que a geração seguinte não apresentou epilepsia. Evitando que o gene defeituoso fosse transmitindo aos descendentes.
Clapcote afirma que o Atp1a3 humano tem cerca de 99% da sua composição igual à do rato. "Mas ainda há um longo caminho até que essa pesquisa possa ajudar no desenvolvimento de terapias antiepilépticas, pois ainda é preciso determinar se o mecanismo que age no homem é o mesmo", pondera.

Fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/1735/ciencia-e-tecnologia/cientistas-bloqueiam-hereditariedade-da-epilepsia-em-ratos

terça-feira, 2 de junho de 2015

Somos mais 'parecidos' com nossos pais do que com nossas mães, diz estudo

Ficha de leitura nº9

Título: Somos mais 'parecidos' com nossos pais do que com nossas mães, diz estudo

Unidade: Hereditariedade

Assunto: Uma nova pesquisa sugere que os mamíferos podem ser mais geneticamente parecidos com seus pais do que com suas mães, apesar de herdarmos quantidades iguais de mutações genéticas de cada um dos pais.

Resumo:
O estudo da Universidade da Carolina do Norte (UNC), nos Estados Unidos, descobriu que a influência de genes mutantes vindos do pai é maior do que a dos genes mutantes da mãe.
Mutações genéticas passadas dos pais para os filhos aparecem, tipicamente, em doenças consideradas complexas, que envolvem milhares de genes.
O processo pelo qual a informação contida nos genes se manifesta fisicamente é chamado de expressão genética.
Cientistas acreditam que a descoberta pode abrir novos caminhos para o tratamento de doenças comuns porém complexas - como vários tipos de câncer, diabetes, doenças cardíacas, esquizofrenia e obesidade.
 
Mutações reguladoras

As mutações que alteram a expressão genética - chamadas de mutações reguladoras - afetam a saúde humana vêm da mãe e do pai.
Mas, afirma o pesquisador Fernando Pardo-Manuel de Villena, da UNC, "agora sabemos que mamíferos expressam mais variação genética do pai. Então, imagine que um certo tipo de mutação é ruim. Se for herdada da mãe, o gene não se expressaria tanto como se expressaria se fosse herdado do pai".
Segundo estudo, o material genético herdado do pai tem mais impacto.
 
Villena afirma que a mesma "mutação ruim teria consequências diferentes em doenças se fossem herdadas da mãe ou do pai".
A pesquisa realizada pela equipe da UNC pesquisou uma população de camundongos de laboratórios de ascendência silvestre, criados para apresentar uma maior variedade genética - de forma a serem comparáveis à diversidade humana - do que os típicos camundongos de laboratório.
Dessa forma, os cientistas afirmam que os resultados serão mais úteis para estudos de doenças humanas, já que pesquisas anteriores desconheciam a origem de expressões genéticas específicas - sem saber se elas vinham dos pais ou das mães.
A pesquisa americana examinou três variedades diferentes de camundongos que passaram por cruzamentos consanguíneos, descendentes de uma subespécie que evoluiu em continentes diferentes.
Estes camundongos passaram por cruzamentos para criar nove tipos diferentes de crias híbridas, na qual cada variedade foi usada como pai e mãe.
Quando os camundongos chegaram à idade adulta, os pesquisadores mediram a expressão genética em quatro tipos diferentes de tecidos.
Em seguida, eles mediram o quanto desta expressão genética era derivada da mãe e do pai em cada um dos genes.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150305_gch_genetica_mamiferos_pais_fn

Mosquitos transgênicos são criados para combater a malária

Ficha de leitura nº8

Título: Mosquitos transgênicos são criados para combater a malária

Unidade: hereditariedade


Assunto: Cientistas produzem insetos alterados para produzir principalmente machos — a ideia é que isso leve ao desaparecimento da espécie.

Resumo: Biólogos anunciaram nesta terça-feira, dia 11 de junho de 2014, ter desenvolvido uma nova arma contra a malária. Eles criaram mosquitos geneticamente manipulados para produzir principalmente descendentes machos — levando, eventualmente, ao desaparecimento da população inteira de insetos.
A técnica produz uma geração de mosquitos transgênicos em que 95% são do sexo masculino, enquanto nas populações normais o percentual é de 50%. Os resultados foram descritos em artigo na revista Nature Communications. Logo, restam tão poucas fêmeas que a população de mosquitos desaba, reduzindo o risco de que os humanos entrem em contato com o parasita da malária (transmitido pelas fêmeas).
"A malária é uma doença debilitante, com frequência fatal, e nós precisamos encontrar novas formas de combatê-la", afirma o chefe do estudo, Andrea Crisanti, professor do Imperial College de Londres. "Achamos que nossa abordagem inovadora representa um enorme avanço. Pela primeira vez, fomos capazes de inibir a produção de descendentes fêmeas em laboratório e isso nos dá novas formas de eliminar a doença."
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a malária mata mais de 600 mil pessoas por ano, sendo as principais vítimas crianças pequenas da África subsaariana. Resultado de seis anos de trabalho, o método se concentra nos mosquitos "Anopheles gambiae", os transmissores mais perigosos do parasita da malária.
Os cientistas injetaram uma parte de enzima de DNA no código genético dos embriões de mosquitos machos. Basicamente, a modificação parte em pedaços o cromossomo X durante a produção de espermatozoides na idade adulta.
Como resultado, quase nenhum espermatozoide funcional contém o cromossomo X, que determina descendentes fêmeas. Ao contrário, a maior parte dos espermatozoides carrega o cromossomo Y, que produz machos. Os mosquitos modificados foram testados em cinco jaulas, cada uma contendo 50 machos geneticamente modificados e 50 fêmeas silvestres normais.
"Estou muito esperançoso de que essa nova abordagem possa, enfim, levar a uma forma barata e eficaz de eliminar a malária", diz o Roberto Galizi, pesquisador.
Em quatro das cinco jaulas, toda a população desapareceu em seis gerações devido à falta cada vez maior de fêmeas. Os mosquitos machos modificados produziram apenas herdeiros machos modificados, que tiveram o mesmo tipo de descendentes até que não sobraram mais fêmeas.
"A pesquisa ainda está no começo, mas estou muito esperançoso de que essa nova abordagem possa, enfim, levar a uma forma barata e eficaz de eliminar a malária de regiões inteiras", declarou um colega de Crisanti, Roberto Galizi. Em um comentário independente, o especialista Michael Bonsall, da Universidade de Oxford, referiu-se à pesquisa como um "trabalho muito legal".
"Isso tem implicações importantes para limitar a disseminação da malária", declarou à Science Media Centre britânica. "Será muito empolgante ver o avanço desta tecnologia." Os cientistas já estão fazendo experimentos na natureza com mosquitos "Aedes aegypti", que transmitem a dengue, e que foram modificados para gerar descendentes que não chegam à idade adulta.
Eles sobrevivem durante apenas uma semana, enquanto mosquitos normais vivem um mês. O Brasil e a Malásia já soltaram nuvens desses insetos, e em janeiro o Panamá anunciou que também fará o mesmo.
No entanto, estes programas despertam a preocupação de ambientalistas, que chamam atenção para o impacto desconhecido de animais geneticamente modificados no equilíbrio da biodiversidade. Eles argumentam que se uma espécie de mosquito for eliminada de uma região, abriria a oportunidade para uma espécie concorrente — e potencialmente perigosa — vir à tona.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2014/06/mosquitos-transgenicos-sao-criados-para-combater-malaria.html

Bolacha recheada é tão viciante quanto cocaína, dizem cientistas

Ficha de leitura nº 7

Título: Bolacha recheada é tão viciante quanto cocaína, dizem cientistas

Unidade:

Assunto: Estudo realizado nos Estados Unidos comparou reação de ratos à ingestão da bolacha Oreo e drogas como cocaína e morfina. A bolacha foi usada no estudo para testar efeito de alimentos com alto teor calórico e grande concentração de açúcar.

Resumo: O professor de neurociência Joseph Schroeder e alguns de seus alunos descobriram que comer Oreo, uma das bolachas recheadas mais famosas nos Estados Unidos, pode ativar mais neurônios na região do cérebro associada ao prazer do que ingerir drogas.
A pesquisa, realizada no Connecticut College, queria entender o potencial viciante de comidas com alto teor calórico e altas concentrações de açúcar. Os testes foram feitos com ratos de laboratório. Eles concluíram que os animais tiveram tanto prazer ingerindo as bolachas quanto sob o efeito de morfina ou cocaína no mesmo ambiente.
"Nossa pesquisa reforça a teoria de que alimentos calóricos e com muito açúcar estimulam o cérebro da mesma maneira que drogas. Isso pode explicar porque algumas pessoas não conseguem resistir a esse tipo de alimento mesmo sabendo que não são saudáveis", afirmou Schroeder em nota divulgada pela universidade.
A pesquisa foi idealizada por Jamie Honohan, um estudante interessado em descobrir como a prevalência desse tipo de alimento em comunidades de baixa renda poderia contribuir para a obesidade crônica. "Escolhemos Oreos não apenas porque eles são o biscoito preferido nos Estados Unidos e aceitos pelos ratos, mas também produtos com essa composição são muito comercializados em comunidades de nível socioeconômico mais baixo", afirmou Honohan em nota.
A pesquisa com os alunos foi realizada durante o ano passado, a estudante Lauren Cameron conseguiu uma bolsa para continuar o estudo em parceria com o professor. Foi durante essa segunda etapa que a atividade dos neurônios foi analisada com mais detalhes. “Mesmo que nós associemos problemas de saúde com a ingestão de drogas como cocaína e morfina, comer alimentos com alto teor calórico e de açúcar pode representar um perigo ainda maior, porque são mais acessíveis", disse Honohan.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Resultados/noticia/2013/10/bolacha-recheada-e-tao-viciante-quanto-cocaina-dizem-cientistas.html

segunda-feira, 1 de junho de 2015

ficha de leitura nº6

Investigadores de Coimbra criam vacina nasal contra bioterrorismo com antraz


Unidade Imunidade e controlo de doenças
Assunto: Uma vacina nasal pode salvar a vida de pessoas afetadas por bioterrorismo

Investigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram uma vacina nasal para cenários de ameaça de bioterrorismo com antraz, que pode ser administrada por qualquer pessoa numa situação de perigo público.

ficha de leitura nº5

Biópsia testicular pode resolver casos de infertilidade

Unidade Reprodução humana e controlo da fertilidade
Assunto: Uma biópsia pode ser a chave para resolver infertilidade masculina grave

Um estudo de Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto concluiu que as biopsias testiculares podem resolver muitos casos de infertilidade masculina.

Fonte:http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Saude/Interior.aspx?content_id=2550464