sexta-feira, 29 de maio de 2015

Planta dormideira 'aprende' e tem 'memória', afirma estudo

Ficha de leitura nº 8 
Unidade: A biologia e os desafios da actualidade 
Assunto:Biólogos demonstraram que a espécie 'Mimosa pudica', conhecida como dormideira ou não-me-toques, é capaz de responder a estímulos de aprendizado.
Resumo: Conversar com plantas pode não ser em vão. Segundo biólogos da University of Western Austrália, uma espécie vegetal não só tem 'memória', como se lembra do que aconteceu durante um longo tempo. O estudo, publicado na edição de janeiro da revista Oecologia, demonstra como as plantas são capazes de aprender e de recordar o aprendizado semanas depois.


Notícia: Para provar essa tese, a bióloga Monica Gagliano e outros três cientistas usaram a espécie Mimosa pudica, originária das américas Central e do Sul e conhecida no Brasil pelo nome de não-me-toques ou dormideira. Quando tocadas, suas folhas se fecham rapidamente, uma estratégia natural de defesa contra predadores. A equipe criou um mecanismo para submeter as plantas a choques que não ofereciam ameaça a sua integridade. Suspensas sobre uma base de espuma, os vasos de dormideira caíam de uma altura de 15 centímetros, deslizando sobre um trilho. O objetivo era descobrir se as folhas poderiam ser treinadas a ignorar o estímulo - lembrando-se de que a queda não oferecia risco algum.
No primeiro choque, as dormideiras fechavam suas folhas e repetiam o gesto em uma mesma queda oito horas depois. Os biólogos então submeteram um grupo de 56 plantas a uma série de 60 quedas, distantes poucos segundos entre elas, repetidas sete vezes em um dia. As folhas habituaram-se ao estímulo, mantendo-as abertas depois de quatro ou seis quedas. Para checar se as folhas não estariam apenas em estado de fadiga, os cientistas um experimentaram um tipo de choque diferente. As folhas se fecharam.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/plantas-aprendem-e-tem-memoria-afirma-estudo

Chegou a era dos transumanos

Ficha de leitura nº7

Unidade: Reprodução,Genética e Imunidade
Assunto: embrião com 'três pais', aprovada na Grã-Bretanha
ResumoDecisão da Grã-Bretanha de permitir a geração de embriões com DNAs de três pessoas é saudada pelos defensores do transumanismo, que propõem romper os limites impostos ao homem por sua biologia

Notícia: No dia 24 de fevereiro, o legislativo britânico aprovou uma lei permitindo a geração de embriões com DNA de três pessoas diferentes. O objetivo é deixar que mães com mutações maléficas em seu DNA mitocondrial não as transmitam para o filho. Segundo a lei, durante a reprodução assistida, essa parte de seu genoma poderá ser substituída pelo de uma doadora, gerando uma criança saudável. Assim, a Grã-Bretanha se tornou o primeiro país a permitir a manipulação genética em células germinais humanas.
Apesar do objetivo puramente médico, a decisão está sendo saudada por alguns pesquisadores como um estágio importante de um longo percurso que pode trazer consequências radicais para a ciência e a humanidade. São os defensores do transumanismo, que propõem a aplicação dos avanços obtidos em áreas chaves da ciência, como a genética, a nanotecnologia e a neurociência, para romper os limites impostos ao homem por seu próprio corpo biológico. "A Grã-Bretanha também foi o primeiro país a introduzir a fertilização in vitro em 1979. Essa decisão é apenas outro passo desse processo", diz o filósofo Steve Fuller, professor da Universidade de Warwick, na Inglaterra. Ele é autor dos livrosHumanidade 2.0 e O Imperativo Proativo (inéditos em português), nos quais se propõe a estabelecer as bases teóricas e filosóficas para o transumanismo.
O objetivo desse movimento é utilizar a ciência para aumentar as capacidades físicas, intelectuais e até emocionais dos seres humanos. Ele busca, no limite, estender a vida humana indefinidamente, extirpando dela todo tipo de sofrimento. Os transumanistas defendem, por exemplo, a manipulação genética de embriões para eliminar doenças e escolher características vantajosas para os filhos, a criação de implantes neurais que permitam a interação com computadores pelo pensamento, e o uso de drogas capazes de manipular o cérebro humano, melhorando sua cognição, memória, concentração e humor.
"Mesmo que esses projetos pareçam vindos da ficção científica, eles podem ser encarados como soluções a longo prazo para problemas atuais. Temos visto, por exemplo, investimentos  cada vez maiores em projetos que pretendem estender o nosso tempo de vida", diz Fuller.




Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/chegou-a-era-dos-transhumanos

CIENTISTAS DESCOBREM PROTEÍNA QUE MATA QUALQUER CANCRO OU VÍRUS

Ficha de Leitura nº9

Unidade: Imunidade e Controlo de Doenças

Assunto: Descoberta de proteína capaz de combater qualquer cancro ou vírus.

Resumo: Cientistas britânicos descobriram uma proteína, ''LEM'',  capaz de combater todo o tipo de cancros ou vírus através do fortalecimento do sistema imunitário. A equipa está agora a desenvolver uma terapia genética em laboratório, com o intuito de avançar para ensaios em humanos em 2018.

Noticia
As experiências feitas pelos investigadores do Imperial College London, no Reino Unido, com células humanas e de ratinhos demonstraram que a proteína "LEM", sigla em inglês para "Lymphocyte Expansion Molecule", consegue promover a proliferação de células T citotóxicas, que matam células cancerígenas e células infetadas com vírus.

Contudo, estas células não são capazes de se multiplicar em quantidade suficiente para combater a doença, uma realidade que no entanto pode mudar com a proteína LEM.


Nas experiências com ratinhos, a equipa identificou um conjunto de modelos animais capazes de produzir dez vezes mais células T citotóxicas na presença de uma infeção causada por um vírus do que os normais, conseguindo suprimi-la com maior eficácia.

De acordo com o comunicado do Imperial College London, o organismo destes animais produzia, também, uma maior quantidade de um segundo tipo de células T, as chamadas células de memória, que facilitam o reconhecimento de futuras infeções, acelerando assim a resposta do sistema imune.

Com base nesta descoberta, os cientistas estão, neste momento, a trabalhar em uma nova terapia genética para fortalecer o sistema imunitário através do aumento da produção daquela proteína, que será testada em ratinhos e que poderá ser alvo de ensaios em humanos em 2018.

"As células cancerígenas conseguem anular a atividade das células T, o que lhes permite escapar ao sistema imunitário. Ao introduzir uma versão ativa do gene LEM nas células T dos pacientes com cancro, esperamos conseguir proporcionar aos pacientes um tratamento robusto", explica Philip Ashton-Rickardt, principal autor do estudo e investigador do departamento de imunobiologia e medicina daquela universidade britânica.


Fonte: http://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/cientistas-descobrem-proteina-que-mata-qualquer-cancro-ou-virus?artigo-completo=sim

sábado, 23 de maio de 2015

Operação inédita. São João reverte menopausa a mulher de 28 anos

Ficha nº9

Unidade: Reprodução Humana

Assunto: Mulher de 28 anos operada com sucesso devido a menopausa precoce.

Resumo:Operação inédita no Hospital S.João faz com que mulher de 28 anos que sofria de menopausa precoce voltasse a ter os ciclos menstruais.


A doente entrou em estado de menopausa aos 19 anos. Agora com 28, tem uma função ovárica normal, graças a uma operação inédita em Portugal, e poderá mesmo um dia vir a engravidar.

O Hospital de São João, no Porto, comprovou o sucesso da primeira operação realizada em Portugal de reposição de tecido dos ovários numa mulher que ficara em menopausa aos 19 anos. A cirurgia pioneira devolveu a função ovárica a uma pessoa que, devido a uma doença, tivera que retirar os ovários em 2006.

A operação de reposição dos ovários teve lugar em janeiro, e a doente já teve três ovulações no tempo previsto. "Queríamos ter prova cabal de que ela tinha retomado os seus ciclos ovulatórios", contou ao DN Nuno Montenegro, diretor do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do S. João.

O médico explicou ao DN que a operação é pioneira em Portugal. Foi a primeira vez que uma operação assim se realizou no país, e a confirmação do seu sucesso torna-a um de apenas algumas dezenas de transplantes semelhantes a nível mundial.

Quando os ovários da doente foram retirados em 2006, os médicos decidiram criopreservar os tecidos saudáveis. A doente entrou num estado de menopausa precoce, o que a obrigou a terapia hormonal de substituição. Nove anos depois, a cirurgia permitiu-lhe sair da menopausa, retomar os seus ciclos ovulatórios normais, e ter hormonas femininas circulantes. Agora, é mesmo possível encarar a possibilidade de uma gravidez, no futuro.

"Isso vai sempre depender da vontade da mulher", sublinha Nuno Montenegro, que acrescenta que a grande vitória da cirurgia, devolver as plenas capacidades ovulatórias a uma mulher que passou nove anos sem elas, já foi conseguida. "Mas estão reunidas as condições para esta mulher poder vir a ter uma estimulação ovárica e poder um dia ter uma gravidez".

Nuno Montenegro está certo de que o sucesso desta cirurgia "é uma porta que se abre" para muitas mulheres. Dá o exemplo de mulheres que, após o diagnóstico de um cancro, tenham que ser sujeitas a um tratamento agressivo como a quimioterapia. "Se estão em idade fértil e têm no seu projeto de vida a expectativa de um dia virem a ser mães", conta o médico, a criopreservação do tecido ovário saudável e a sua reimplantação posterior pode ajudar a garantir que isso seja possível.

Não foi por acaso que a cirurgia inédita em Portugal teve lugar no Hospital de São João. Trata-se do centro público de reprodução medicamente assistida no país que mais ciclos de reprodução faz por ano, conta Nuno Montenegro, e o único que faz o diagnóstico de doenças genéticas antes da implantação de embriões. "É um serviço que tem um histórico e massa crítica que lhe permite aceitar novos desafios", conta o diretor do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do S. João, que integra a equipa do Serviço de Medicina de Reprodução do hospital.

Fonte: Diário de Notícias

Cientista descobre forma de detetar cancro sem biópsia



Ficha Leitura nº8

Unidade: Imunidade e controlo de doenças

Assunto:Uma cientista brasileira descobriu um método para detetar cancro antes do aparecimento dos sintomas e que dispensa a realização de uma biópsia.

Resumo: Cienteista brasileira, Priscila Kosaka, desenvolveu um método menos invasivo para detetar células cancerígenas que utiliza um nano-sensor - "dez milhões de vezes mais eficaz" do que os exames tradicionais realizados em amostras de sangue dos pacientes.

   Priscila Kosaka, de 35 anos, investigadora do Instituto de Microeletrónica de Madrid há seis anos, desenvolveu um método menos invasivo para detetar células cancerígenas que utiliza um nano-sensor - "dez milhões de vezes mais eficaz" do que os exames tradicionais realizados em amostras de sangue dos pacientes.
O sensor, com anticorpos na superfície, é como um "trampolim muito pequenininho" e quando em contacto com uma amostra de sangue de uma pessoa com cancro "captura" a partícula diferente e fica mais pesado, explicou a investigadora, citada pelo portal de notícias brasileiro G1.


Outras componentes associadas à técnica fazem também com que se verifique uma mudança de cor das células, sinalizando a presença de um tumor maligno.

"Atualmente não existe nenhuma técnica que permita a deteção de moléculas que estão em concentrações muito baixas e que coexistam com mais de 10 mil espécies de proteínas numa única bio-amostra", explicou Priscila Kosaka, sublinhando que atualmente nenhum método permite encontrar a "agulha no palheiro'".

"Portanto, existe uma necessidade de tecnologias capazes de registar moléculas individuais na presença de outras moléculas muito mais abundantes e o nano-sensor que desenvolvi é capaz de fazer isso", sublinhou.

De acordo com a cientista, novos estudos podem fazer com que o nano-sensor possa ser melhorado no sentido de identificar o tipo de células cancerígenas detetadas na amostra (gastrointestinal ou do pâncreas, por exemplo).

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que anualmente são detetados em todo o mundo 21,4 milhões de casos de cancro.

Fonte : JornalNoticias

quinta-feira, 14 de maio de 2015

"Música clássica modula os genes responsáveis por funções cerebrais"

Ficha Leitura nº7



Unidade: Hereditariedade

Assunto: A influência da música nos genes cerebrais

Resumo: A música clássica forma de controlar os genes responsáveis pelo funcionamento cerebral.

          Embora ouvir música seja comum à todas as sociedades, os determinantes biológicos de ouvir música são, em sua maioria, desconhecidos, não obstante as pesquisas em torno do Efeito Mozart, que por vezes indicaram resultados negativos. De acordo com um novo estudo, ouvir música clássica aumentou a atividade de genes envolvidos na secreção e transporte de dopamina, neurotransmissão sináptica, aprendizagem, memória, e regulação dos genes que envolvem a neuro degeneração. 
      Vários dos genes regulados são conhecidos por serem responsáveis pela aprendizagem de canto em canoras, sugerindo uma base evolutiva comum de percepção do som em várias espécies. Escutar música é uma complexa função cognitiva do cérebro humano, que é conhecida por induzir várias alterações neuronais e fisiológicas. No entanto, o fundo molecular subjacente dos efeitos de ouvir música é em grande parte desconhecido. Um grupo de estudo finlandês investigou como ouvir música clássica afetou a expressão gênica de participantes musicalmente experientes assim como dos inexperientes. Todos os participantes ouviram o concerto para violino de W.A. Mozart Nº 3, G-maior, K. 216, que dura 20 minutos. Genes afetados pela música Um dos genes que mais foi regulado, sinucleína-alfa (SNCA) é um gene de risco conhecido por ter relação com a doença de Parkinson, que está localizado na região com mais vinculo à aptidão musical. SNCA também é responsável por contribuir para a aprendizagem do canto em pássaros canoros.           “O aumento da regulação de vários genes que são conhecidos por serem responsáveis pela aprendizagem do canto em pássaros canoros sugerem uma base evolutiva compartilhada da percepção dos sons entre aves que são capazes de vocalização e seres humanos”, diz Dr. Irma Järvelä, líder do estudo. Em contraste, ao ouvir a música genes que estão associados com a neuro degeneração foram regulados para baixo, referindo-se a um papel neuro protetor da música. 
               “O efeito foi apenas detectável nos participantes musicalmente experientes, o que sugere a importância da familiaridade e experiência mediante os efeitos induzidos pela música”, dizem os pesquisadores. Os resultados dão novas informações sobre a base genética molecular de percepção musical e sua evolução, e pode dar mais insights sobre os mecanismos moleculares subjacentes à musicoterapia. 



quarta-feira, 13 de maio de 2015

Sarampo causa "amnésia imunológica" por até três anos

Ficha de Leitura nº8

Unidade: Imunidade e Controlo de Doenças

Assunto: Estudo conclui que o vírus do sarampo pode comprometer o sistema imunológico das crianças até um período de três anos.

Resumo: Cientistas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, concluem que o vírus do sarampo afeta o sistema imunológico das crianças até um período de três anos, ficando estas susceptíveis a contrair outras doenças que lhes poderão ser mortais.

Noticia: 
Já se sabia que o vírus do sarampo abala o sistema imunológico das crianças temporariamente, deixando-as expostas ao contágio de outras doenças oportunistas. Até agora, os cientistas acreditavam que essa vulnerabilidade se estendia por um ou dois meses após a infecção. Mas um novo estudo mostra que o sarampo pode enfraquecer as defesas do organismo das crianças por até três anos - deixando-as altamente suscetíveis a outras doenças mortais ao longo desse tempo. A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Princeton (Estados Unidos), será publicado nesta sexta-feira, 8, na revista Science.

Com base nas conclusões do artigo, os autores afirmam que a vacinação contra o sarampo não oferece proteção apenas contra o vírus dessa doença, mas também impede que diversas outras doenças infecciosas tirem proveito do enfraquecimento do sistema imunológico causado por ela. De acordo com eles, a descoberta ajuda a explicar porque as campanhas de vacinação contra o sarampo têm impedido muito mais mortes do que se previa.

"O sarampo acaba aumentando a predisposição das pessoas às doenças mais prevalentes na população. Na maior parte, são infecções respiratórias bacterianas, como a pneumonia, a sepse, a bronquite e a bronquiolite. Mas o sarampo também abre caminho, em menor número, para doenças como diarreia e disenteria", disse ao Estado o autor principal do artigo, Michael Mina, da Universidade Emory, que participou do estudo como pesquisador pós-doutorando em Princeton.

Segundo Mina, o estudo apresenta provas epidemiológicas de que o sarampo leva o organismo, por longo tempo, a um estado de "amnésia imunológica". As células de memória do sistema imunológico - capazes de identificar as partículas infecciosas que já tiveram contato com o organismo - são parcialmente exterminadas.

"Já sabíamos que o sarampo ataca a memória imunológica - e que a doença enfraquece o sistema imunológico por algum tempo. Mas esse artigo sugere que a supressão imunológica dura muito mais do que se suspeitava", disse uma das autoras do estudo, Jessica Metcalf, professora de Ecologia e Biologia Evolutiva de Princeton. "Em outras palavras, se você pegar sarampo, ao longo de três anos você poderia morrer de algo que não seria capaz de matá-lo sem a infecção por sarampo", afirmou ela.

De acordo com Mina, a descoberta sugere que a vacinação contra o sarampo traz benefícios bem maiores que a proteção contra a própria doença. "É uma das intervenções com melhor custo benefício para a saúde global", disse ele sobre as campanhas de vacinação.

Segundo Mina, o estudo foi motivado por uma pesquisa feita por Rik de Swart, da Universidade Erasmus (Holanda), que encontrou profundas associações entre sarampo e esgotamento de células de memória. O trabalho holandês demonstrava que o vírus do sarampo ataca linfócitos T - células fundamentais para a "memória imunológica" -, gerando um estado de "amnésia imunológica". Depois de cerca de um mês, essas células de memória voltavam a agir, mas, em vez de proteger contra as infecções memorizadas anteriormente, ficavam direcionadas exclusivamente contra o sarampo.

A partir dessa informação, Mina e sua equipe levantaram uma hipótese: se a amnésia imunológica de fato ocorre por causa do sarampo, isso deveria ficar evidente ao examinar dados populacionais - e examinando esse tipo de dado, seria possível dizer em quanto tempo o sistema imunológico se recupera depois do sarampo.

Assim, os cientistas examinaram dados populacionais detalhados dos Estados Unidos, Inglaterra, País de Gales e Dinamarca - os únicos países onde havia estudos com todas as variáveis necessárias para a análise. Eles estudaram a mortalidade entre crianças de um a nove anos, na Europa, e de um a 14 anos, nos Estados Unidos, em épocas anteriores e posteriores às vacinações.

As análises revelaram uma correlação muito forte entre a incidência de sarampo e as mortes por outras doenças em um período de cerca de 28 meses depois da infecção. A conclusão se aplicava a todos os grupos etários nos três países, antes e depois dos períodos de vacinação.

"Agora também queremos analisar o impacto de longo prazo da 'amnésia imunológica' na morbidade e na doença. E precisamos explorar as consequências das nossas conclusões para os países com poucos recursos, onde o sarampo causa uma mortalidade muito mais imediata", afirmou Mina.


Fonte: http://www.dgabc.com.br/Noticia/1339773/sarampo-causa-amnesia-imunologica-por-ate-tres-anos