sábado, 14 de março de 2015

Genética pode ser decisiva na reação do organismo ao ébola

Ficha de Leitura nº4


Unidade: Património Genético
Resumo: Fatores genéticos serão determinantes na reação do organismo dos infetados com o vírus do ébola, alguns não têm qualquer sintoma, enquanto outros morrem, indica um norte-americano estudo realizado em ratos. 

Notícia:
  Estas reações diferentes são observadas nos humanos, dado que a taxa de sobrevivência é de cerca de 30 por cento na epidemia atual, assinalam os investigadores cujos trabalhos são divulgados hoje na revista "Science".
  Enquanto alguns resistem completamente à infeção, outros têm sintomas que podem ser relativamente ligeiros ou graves, como hemorragias internas e falência dos órgãos levando à morte.
  Estudos anteriores sobre populações afetadas pelo ébola já mostraram que as diferentes reações não estão relacionadas com qualquer alteração particular do vírus, mas com o modo como o organismo reage contra a infeção.
  Estes cientistas infetaram ratos com a mesma estirpe do vírus ébola responsável pela epidemia que já causou perto de 5 mil mortos desde o início do ano, a esmagadora maioria na Libéria, na Serra Leoa e na Guiné-Conacri.
  "Os diferentes sintomas e reações clínicas ao ébola no grupo de ratos são até agora semelhantes na sua variedade e proporção aos observados nesta epidemia", disse Michael Katze, do departamento de microbiologia da Universidade de Washington em Seattle (noroeste), um dos principais autores da investigação.
  "Os nossos dados indicam que os fatores genéticos desempenham um papel importante na evolução da infeção", adiantou.
  O estudo mostra que todos os ratos infetados com ébola perderam peso nos primeiros dias e que 19% dos animais não tiveram qualquer outro sintoma.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=4211446&page=-1

Empresa britânica vende planta que dá batatas e tomates

Ficha de Trabalho nº 6
Unidade: Produção de alimentos e sustentabilidade
Assunto: Os tomates crescem sobre a terra e as batatas, nas raízes. Produto é resultado de enxerto, já que cruzamento não é possível.


A empresa britânica Thompson & Morgan lançou uma planta que produz batatas e tomates, chamada Tomtato. Segundo vídeo da companhia publicado na internet, o vegetal é capaz de produzir até 500 tomates-cereja “mais doces do que qualquer um que possa ser comprado no supermercado”, além das batatas, nas raízes.

O produto, que custa 14,99 libras (cerca de R$ 55) e é mandado pelo correio, é na verdade um enxerto entre um pé de batata e um tomateiro, o que, segundo especialista ouvido pelo G1, não é algo muito difícil de se fazer, já que ambas as plantas são da família das solanáceas. “Isso já foi feito de maneira experimental, mas não de forma comercial”, explica o líder do programa de melhoramento de batatas da Embrapa Clima Temperado, Arione Pereira.

O enxerto consiste em ligar partes de duas plantas, fazendo com que cresçam juntas, algo diferente dos cruzamentos de variedades que dão origem a plantas híbridas, com mistura de material genético. “Não é possível cruzar batata com tomate, portanto o que foi mostrado no vídeo são duas plantas: tomate em cima enxertada em batata, na parte de baixo, e não um híbrido”, explica o professor-titular aposentado da Faculdade de Agronomia da Unesp e consultor do Globo Rural, Chukichi Kurozawa.

Células STAP: o confronto final

Ficha de Trabalho nº5

Unidade: Património genético

Assunto: Inexistência das células STAP

Resumo: Segundo mais um relatório de inquérito, publicado há dias, estas células nunca existiram.


As chamadas células STAP, bem como os embriões de ratinhos e os tumores supostamente derivados dessas células, “tiveram origem em culturas contaminadas com células estaminais embrionárias”, lê-se no mais recente relatório de inquérito do Instituto RIKEN (Japão), citado no site da revista Science. Um facto que, ainda segundo esse documento, “rejeita a totalidade das principais conclusões de dois artigos” publicados em Janeiro de 2014 na revista Nature.


Recorde-se que aqueles artigos anunciavam o desenvolvimento de uma nova técnica que permitia gerar, a partir de células adultas (de ratinho), células muito semelhantes às chamadas células estaminais embrionárias. Ora, a capacidade de gerar células estaminais no laboratório apresenta, para muitos especialistas, o potencial de revolucionar a medicina, uma vez que, em teoria, elas devem permitir gerar, de forma personalizada, todos os tecidos do corpo.


Mais precisamente, a técnica descrita naqueles artigos permitia gerar “células STAP”, sigla em inglês para “aquisição de pluripotência desencadeada por um estímulo”. Basicamente, explicavam Haruko Obokata, do RIKEN, e colegas japoneses e internacionais, bastava submeter células já diferenciadas do sangue de ratinhos a um breve “mergulho” numa solução ligeiramente ácida para as fazer “regressar à infância”, tornando-as pluripotentes. O método seduziu a comunidade científica pela sua simplicidade.


Seguiu-se uma triste saga: a jovem Obokata foi considerada culpada, pelo RIKEN, de má conduta científica por manipulação e falsificação de imagens; os artigos em causa foram retirados da publicação pela Nature; e um dos co-autores, Yoshiki Sasai, suicidou-se.


Por último, a própria Obokata, que declarou ter entretanto tentado – em vão – reproduzir os resultados iniciais das experiências ao longo de vários meses,demitiu-se a 20 de Dezembro.

Mas até aqui, ainda podiam subsistir dúvidas quanto à realidade das células STAP. É a estas réstias de esperança que o último relatório do RIKEN vem agora pôr fim, concluindo que três das supostas linhagens de células STAP eram provavelmente três linhagens de células estaminais embrionárias já existentes, como explica ainda a Science.

“É pouco provável que tenha havido uma contaminação acidental de três linhagens de células estaminais embrionárias diferentes, e suspeita-se que a contaminação tenha acontecido de forma artificial”, conclui o relatório. Porém, não foi possível determinar se ela foi deliberada – nem quem poderá ter sido responsável por ela – o que impediu os inquiridores de declarar que houve efectivamente fraude.


http://www.publico.pt/ciencia/noticia/celulas-stap-o-confronto-final-1681031


Newton soube como circula a seiva nas plantas 200 anos antes dos botânicos

Ficha de Trabalho nº4
Unidade: Produção de alimentos e sustentabilidade
Assunto: Newton soube como circula a seiva nas plantas 200 anos antes dos botânicos
Resumo: Manuscrito de Isaac Newton da década de 1660 explicava como a água subia das raízes das plantas até às folhas. O texto encontra-se num caderno do físico quando estudava na Universidade de Cambridge.

Há células que se tornam clássicos nas aulas de microscopia como as células-guarda, nas plantas. Em forma de rim, estas células existem aos pares, formando estomas na superfície das folhas e permitindo às plantas respirar. É pelo buraco do estoma que as plantas libertam o vapor de água e criam a tensão suficiente para obrigar a água a entrar pelas raízes. Deste modo, a planta consegue transportar a água e sais minerais — a seiva — por toda a árvore.

Mas no início da década de 1660 é difícil acreditar que o famoso cientista britânico Isaac Newton tivesse alguma vez visto um estoma. O microscópio era ainda recente e o termo “célula” só foi aplicado pela primeira vez em 1665, pelo inglês Robert Hooke, aos pequenos espaços ocos observados ao microscópio na cortiça. A primeira descrição do estoma é só de 1675. No entanto, Newton avançou com uma hipótese para explicar a circulação da seiva nas plantas. A proposta vem escrita em menos de meia página num caderno do físico, que ele arranjou algures entre 1661 e 1665, quando frequentou como estudante o Trinity College na Universidade de Cambridge.

O manuscrito está disponível no site da universidade desde 2011, quando foram aí colocadas cópias digitalizadas dos materiais de Newton, incluindo o caderno que, mais tarde, se descobriu ter a proposta sobre a seiva. Agora, o biólogo inglês David Beerling, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, analisou este pequeno texto intitulado Vegetais e comparou-o com a teoria moderna sobre a circulação de seiva nas plantas, proposta em 1895 pelos botânicos. Para David Beerling, o físico previu como ocorria a ascensão da água nas plantas, num artigo que publicou ontem na revista Nature Plants.

“Na mente da maioria das pessoas, a ligação entre Newton e as plantas começa e acaba com o famoso incidente da queda da maçã e a descoberta da gravidade. Mas as notas que estão escondidas num dos cadernos de licenciatura de Newton sugerem outra perspectiva”, escreve.

O físico inglês ficou para sempre conhecido pela sua obra-prima Principia, de 1687, na qual enunciava as três leis do movimento. Escrito mais de duas décadas antes, o seu caderno de estudante é um acervo de textos sobre o mundo natural, mostrando uma curiosidade que disparava para todos os lados. O texto sobre a circulação de seiva está ao lado de textos como Atracção eléctrica & filtração ou Dos meteoros, numa secção denominada Certas questões filosóficas.

Escreveu Newton: “Suponha-se que ‘b’ [esteja] no poro de um vegetal cheio de fluido e matéria e que um glóbulo ‘c’ atinge e afasta a partícula ‘b’, então o resto da matéria nos poros ascende do ponto ‘a’ para o ponto ‘b’.”

David Beerling descodifica a explicação. O “glóbulo ‘c’” é a luz, que naquele século era considerada como uma substância em vez de energia. Para Beerling, a descrição de Newton em que o “glóbulo ‘c’ atinge e afasta a partícula ‘b’” não é mais do que a explicação da transpiração em que a água é libertada pelos poros devido ao calor do Sol. E quando o físico refere que a “matéria nos poros ascende do ponto ‘a’ para o ponto ‘b’”, está a explicar que a perda de água a nível das folhas obriga a seiva a subir do caule para as folhas.

“Esta interpretação coincide com a maneira de pensar da época em que se defendia que ‘os vapores e as exalações’ ascendiam das entranhas da Terra e depois caiam na forma de chuva”, diz David Beerling. “No entanto, esta forma de pensar encaixa perfeitamente no contexto do funcionamento das plantas”, defende ainda o biólogo, acrescentando que os “poros” a que Newton se referia não eram os estomas, mas deviam ser os vasos que conduzem a seiva nos caules das plantas. A teoria da tensão-coesão que explica este fenómeno só surge pela primeira vez em 1895, passados mais de 200 anos.

No caderno de Newton não há mais nenhuma entrada sobre vegetais. David Beerling contou ao PÚBLICO que encontrou este texto, por acaso, “há um ano” e “infelizmente” não sabe o que levou o físico a reflectir sobre a questão. Escreve o biólogo que a capacidade “de previsão” das origens deste fenómeno não o surpreende vindo daquele génio: “É bom pensar que até Newton não era imune ao charme e aos desafios que o reino das plantas oferece às mentes criativas.”  

http://www.publico.pt/ciencia/noticia/newton-explicou-a-circulacao-da-seiva-nas-plantas-200-anos-antes-dos-botanicos-1684815

sexta-feira, 13 de março de 2015

IDENTIFICADAS 15 NOVAS VARIAÇÕES GENÉTICAS QUE AUMENTAM RISCO DE CANCRO DA MAMA

Ficha de Trabalho nº6

Unidade: Património genético

Assunto: Identificação de novos genes em mulheres com cancro da mama

Resumo: Um estudo a mais de 120 mil mulheres, das quais algumas tiveram cancro da mama permitiu que fossem identificados novos genes, o que pode ajudar a calcular a possibilidade de uma mulher herdar a doença.

Noticia:

Cientistas identificaram 15 novas variações genéticas que aumentam o risco de cancro da mama, revela hoje um estudo publicado na revista Nature Genetics.

O estudo eleva para 90 a quantidade de "pontos quentes" do ADN humano, em que a variação do código genético está ligada ao desenvolvimento da doença.
Equipas do Instituto para a Investigação do Cancro, de Londres e da Universidade de Cambridge, ambos no Reino Unido, analisaram o material genético de mais de 120 mil mulheres descendentes de europeus, das quais algumas tiveram cancro da mama.
Os dados recolhidos permitiram identificar 15 novos polimorfismos de nucleotídeo simples, variações de uma só base de ADN (material genético) que aumentam o risco de cancro da mama.
"Estamos perto do momento em que podemos começar a estabelecer qual o risco de uma mulher herdar cancro da mama, a partir de testes para diversas variações genéticas", afirmou um dos coautores do estudo, Montserrat García-Closas, professora no Instituto para a Investigação do Cancro.
Segundo a investigadora, a descoberta pode facilitar o desenvolvimento de novos testes de avaliação do risco de cancro, ao acrescentar um novo painel de marcadores genéticos.

"Cada um dos marcadores tem um pequeno efeito sobre o risco de se ter a doença, mas, combinando a informação de muitos, poderemos identificar com precisão que mulheres podem desenvolver cancro da mama e adotar estratégias para preveni-lo", defendeu Montserrat García-Closas.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Alzheimer: Descoberta da molécula que pode travar a progressão da doença



Ficha nº6


Unidade: Genética

Assunto: Primeiro passo para a cura do Alzheimer

Resumo: Cientistas da Universidade de Cambridge acreditamque esta molécula, que é produzida naturalmente pelo corpo, pode ser o primeiro passo para encontrar a cura da doença.


Fonte: http://www.sabado.pt/ciencia___saude/cerebro/detalhe/alzheimer_descoberta_molecula_que_pode_travar_a_progressao_da_doenca.html 


Os números são alarmantes: há cerca de 36 milhões de doentes de Alzheimer no mundo. Em Portugal são 180 mil com demência e, destes, 130 mil são casos de Alzheimer. Daí que qualquer descoberta relacionada com esta doença seja sempre um novo fôlego para a ciência e para a própria sociedade. Soube-se esta segunda-feira, 16 de Fevereiro, que uma equipa de cientistas da Universidade de Cambridge encontrou uma molécula capaz de travar o avanço da doença numa etapa crucial do seu desenvolvimento. 

Segundo os cientistas, esta molécula, chamada Brichos, desenvolve-se naturalmente em humanos. A doença de Alzheimer é causada por um depósito de proteínas com defeito que se agrupam no cérebro formando as denominadas placas amilóides. Estas placas formam uma espécie de aglomerados tóxicos para as células nervosas do cérebro - daí a perda progressiva de funcionalidade do doente. Os especialistas acreditam que esta molécula pode impedir que as proteínas se agrupem formando as tais placas amilóides.

"Ainda estamos longe de encontrar uma cura, mas este é um primeiro passo nessa direcção", disse Samuel Cohen, um dos investigadores da Universidade de Cambridge, que desenvolveu o estudo em parceria com a Suécia e a Estónia. Segundo o cientista, a descoberta aconteceu quase por acaso quando o grupo de trabalho decidiu perceber o que aconteceria se conseguissem travar uma das etapas de desenvolvimento da doença, experimentando várias moléculas para atingir esse fim. 

Depois, confirmaram os resultados em ratos no laboratório. A descoberta foi publicada recentemente na publicação científica Nature Structural & Molecular Biology. 

Gene de doença neurodegenerativa descoberto em famílias portuguesas



Ficha Leitura nº 6

Unidade : Genética

Assunto: Descoberta de doença neurodegenrativa em portugueses.

Resumo: Um grupo de cientistas descobriu , num estudo do DNA de familias portuguesas, um novo gene, cuja mutação provoca uma forma específica de ataxia.

Fonte: http://www.sabado.pt/ciencia___saude/vida_saudavel/detalhe/gene_responsavel_por_doenca_neurodegenerativa_descoberto_em_familias_portuguesas.html 


Um grupo de cientistas do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e da University College London (UCL) descobriu, num estudo ao ADN de famílias portuguesas, um novo gene(PNKP) cuja mutação provoca uma forma específica de ataxia, uma doença neurodegenerativa caracterizada pela falta de coordenação dos movimentos do corpo.

Os investigadores usaram uma tecnologia que permite, de uma forma relativamente rápida, fazer a sequenciação de exomas, ou seja, a sequenciação de todos os genes do genoma humano ao mesmo tempo.

Os especialistas analisaram nove famílias portuguesas com ataxia recessiva com apraxia ocular (ARAO), identificadas durante um estudo nacional e sistemático em ataxias hereditárias, realizado entre 1994 e 2004, em Portugal.

"Agora que sabemos qual é o gene envolvido na doença, sabemos qual é a via biológica que está afectada e este conhecimento permite focar os esforços para o desenvolvimento de novas terapias, ou para a experimentação de terapias já existentes para doenças relacionadas", afirmou José Miguel Brás, investigador na UCL.

Rita Guerreiro da mesma instituição vincou o potencial que estes estudos têm para as famílias. "Seria de todo o interesse ver a continuação destes estudos a nível nacional de recrutamento e caracterização de famílias, não só para ataxias, mas para outras doenças neurológicas também", defendeu.

A descoberta feita pelos cientistas portugueses não terá um efeito imediato para encontrar uma cura para a ataxia, mas é um passo na identificação de todos os genes que contribuem para estas doenças.

"Como estas famílias fazem parte de um estudo sistemático a nível nacional, sabemos que 30 a 40% têm uma alteração genética ainda por definir e estamos a trabalhar para darmos uma resposta a estas famílias também", referiu Rita Guerreiro.

O artigo, publicado no American Journal of Human Genetics, resulta de uma colaboração entre o laboratório de José Brás e Rita Guerreiro na UCL, que se centra na investigação sobre doenças neurológicas, e o IBMC, no Porto.