Ficha de Trabalho nº6
Unidade: Património
genético
Assunto: Identificação de novos genes em mulheres com cancro da mama
Resumo: Um
estudo a mais de 120 mil mulheres, das quais algumas tiveram cancro da mama
permitiu que fossem identificados novos genes, o que pode ajudar a calcular a
possibilidade de uma mulher herdar a doença.
Noticia:
Cientistas identificaram 15 novas variações genéticas que aumentam o risco
de cancro da mama, revela hoje um estudo publicado na revista Nature Genetics.
O estudo eleva para 90 a quantidade
de "pontos quentes" do ADN humano, em que a variação do código
genético está ligada ao desenvolvimento da doença.
Equipas do Instituto para a
Investigação do Cancro, de Londres e da Universidade de Cambridge, ambos no
Reino Unido, analisaram o material genético de mais de 120 mil mulheres
descendentes de europeus, das quais algumas tiveram cancro da mama.
Os dados recolhidos permitiram
identificar 15 novos polimorfismos de nucleotídeo simples, variações de uma só
base de ADN (material genético) que aumentam o risco de cancro da mama.
"Estamos perto do momento em
que podemos começar a estabelecer qual o risco de uma mulher herdar cancro da
mama, a partir de testes para diversas variações genéticas", afirmou um
dos coautores do estudo, Montserrat García-Closas, professora no Instituto para
a Investigação do Cancro.
Segundo a investigadora, a
descoberta pode facilitar o desenvolvimento de novos testes de avaliação do
risco de cancro, ao acrescentar um novo painel de marcadores genéticos.
"Cada um dos marcadores tem um
pequeno efeito sobre o risco de se ter a doença, mas, combinando a informação
de muitos, poderemos identificar com precisão que mulheres podem desenvolver
cancro da mama e adotar estratégias para preveni-lo", defendeu Montserrat
García-Closas.
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