quarta-feira, 11 de março de 2015

Transfusões de sangue jovem podem inverter envelhecimento

Ficha de trabalho nº4


Unidade: Imunidade e controlo de doenças

Assunto: descoberta feita com ratos pode ajudar a retardar agravamentos de doenças relacionados com a idade

Resumo: Uma experiencia feita com ratos, permitiu concluir que a injeção de sangue de ratinhos mais jovens em ratinhos mais velhos conduziu ao rejuvenescimento. estudos indicam que este retardamento se deve à ativação dos genes que responsáveis por conexões neurais, resultante da ativação das proteínas CREB. Outros estudos indicam que este processo se deve apenas à injeção de uma proteína chamada GDF11.

Noticia:

Cientistas americanos concluem que injetar sangue jovem em ratinhos velhos inverte declínio no cérebro, coração e músculos.
     
Transfusão de sangue de ratinhos jovens em ratinhos velhos levou ao seu rejuvenescimento / Getty
Três estudos feitos por universidades americanas poderão conduzir a novas terapias que invertam os processos degenerativos do envelhecimento no funcionamento do cérebro, nomeadamente na memória e na capacidade de aprendizagem, assim como na resistência, nos músculos, no coração e noutros órgãos vitais.
A transfusão de sangue de ratinhos jovens em ratinhos velhos provocou o seu rejuvenescimento, mas falta agora saber se esta terapia poderá ter o mesmo resultado em seres humanos.
Os cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco e da Universidade de Harvard (Cambridge, Massachusetts) defendem, por isso, a necessidade de serem feitos testes clínicos em humanos, o que será possível nos próximos três a cinco anos.

Faltam os testes clínicos em humanos
"Precisamos de fazer testes clínicos para sabermos se esta terapia pode ser aplicada em humanos, e para determinarmos se há efeitos secundários indesejáveis", afirmou ao jornal britânico "The Guardian" Saul Villeda, líder da equipa da Universidade de Califórnia que fez um dos estudos.
Villeda afirma que a inversão do envelhecimento está ligada às proteínas CREB, que atuam como principais reguladoras no cérebro. Assim, a injeção de plasma sanguíneo de um ratinho jovem (com três meses de idade) num ratinho velho (com 18 meses, o equivalente a um humano de 70 anos) torna as proteínas CRAB mais ativas, ativando por sua vez os genes que são responsáveis pelas conexões neurais.
Os outros dois estudos, conduzidos pela Universidade de Harvard, e publicados na revista "Science", concluíram que o efeito de rejuvenescimento se deve à injeção de uma única proteína do sangue chamada GDF11.

O segredo da proteína GDF11
Nos ratos mais velhos esta proteína entra em colapso e as injeções restauram a GDF11 para níveis mais jovens, com efeitos muito positivos no funcionamento dos músculos e do cérebro.    
"A proteína é idêntica nos ratinhos e nos humanos e está também presente na nossa corrente sanguínea, o que sugere que os efeitos conseguidos nos ratinhos poderão ser replicados nos humanos", explica Amy Wagers, uma das autoras dos dois estudos.
O envelhecimento é um dos maiores fatores de risco para doenças como o cancro, a diabetes, a demência ou as doenças cardiovasculares. A descoberta de uma terapia que pudesse retardar ou mesmo fazer regredir qualquer uma destas doenças, teria um forte impacto na saúde pública.


Fonte: Expresso

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