Ficha de leitura nº5
Unidade de ensino: Reprodução humana e manipulação de fertilidade.
Conteúdo/Assunto: Reprogramação de células cancerígenas.
Resumo: Especialistas americanos da Universidade de Stanford reprogramaram as células de linfoma grave, tornando-as em defesas do sistema imunitário.
Tudo aconteceu por acaso, o grupo de cientistas, isolou células cancerígenas de um doente com leucemia linfoblástica de células B precursoras, um tipo de cancro agressivo que provoca a multiplicação de glóbulos brancos imaturos e ineficazes. Para manter as células vivas para poder estudá-las, a equipa lançou sobre elas vários tipos de nutrientes para o efeito. Foi então que um elemento da equipa, o investigador Scott McClellan, percebeu que as células cancerígenas estavam a transformar-se em macrófagos, células defensivas capazes de matar micróbios e células cancerígenas.
Depois de descobrirem o mecanismo que levou à transformação das células do cancro em glóbulos brancos, a experiência foi desenvolvida em ratos de laboratório alterados geneticamente para não terem defesas.
Ao forçar a reprogramação das células reduziu-se a presença de leucemia nas mesmas, apesar de manterem os "laços familiares" com as células cancerígenas que lhe deram origem, não se mostraram capazes de desenvolver a doença, indicando assim que a reprogramação elimina o risco de leucemia e que esta pode representar uma nova estratégia terapêutica. Uma solução de tratamento na qual os investigadores agora se concentram e que pode passar por encontrar tratamentos que acelerem o processo de reprogramação das células.
Fonte: DN, 18, Março, 2015
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