quarta-feira, 11 de março de 2015

Alzheimer: Descoberta da molécula que pode travar a progressão da doença



Ficha nº6


Unidade: Genética

Assunto: Primeiro passo para a cura do Alzheimer

Resumo: Cientistas da Universidade de Cambridge acreditamque esta molécula, que é produzida naturalmente pelo corpo, pode ser o primeiro passo para encontrar a cura da doença.


Fonte: http://www.sabado.pt/ciencia___saude/cerebro/detalhe/alzheimer_descoberta_molecula_que_pode_travar_a_progressao_da_doenca.html 


Os números são alarmantes: há cerca de 36 milhões de doentes de Alzheimer no mundo. Em Portugal são 180 mil com demência e, destes, 130 mil são casos de Alzheimer. Daí que qualquer descoberta relacionada com esta doença seja sempre um novo fôlego para a ciência e para a própria sociedade. Soube-se esta segunda-feira, 16 de Fevereiro, que uma equipa de cientistas da Universidade de Cambridge encontrou uma molécula capaz de travar o avanço da doença numa etapa crucial do seu desenvolvimento. 

Segundo os cientistas, esta molécula, chamada Brichos, desenvolve-se naturalmente em humanos. A doença de Alzheimer é causada por um depósito de proteínas com defeito que se agrupam no cérebro formando as denominadas placas amilóides. Estas placas formam uma espécie de aglomerados tóxicos para as células nervosas do cérebro - daí a perda progressiva de funcionalidade do doente. Os especialistas acreditam que esta molécula pode impedir que as proteínas se agrupem formando as tais placas amilóides.

"Ainda estamos longe de encontrar uma cura, mas este é um primeiro passo nessa direcção", disse Samuel Cohen, um dos investigadores da Universidade de Cambridge, que desenvolveu o estudo em parceria com a Suécia e a Estónia. Segundo o cientista, a descoberta aconteceu quase por acaso quando o grupo de trabalho decidiu perceber o que aconteceria se conseguissem travar uma das etapas de desenvolvimento da doença, experimentando várias moléculas para atingir esse fim. 

Depois, confirmaram os resultados em ratos no laboratório. A descoberta foi publicada recentemente na publicação científica Nature Structural & Molecular Biology. 

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