domingo, 14 de dezembro de 2014

Nanodiamantes podem melhorar tratamento do cancro

Ficha de Leitura nº3
Unidade: Imunidade e Controlo de Doenças
Assunto: Estudo sobre a descoberta de uma possível ajuda ao tratamento de cancro.

Resumo: Dean Ho, um professor de engenharia bioquímica revela um novo estudo em volta dos nanodiamantes enquanto ajuda para os tratamentos de cancro. Segundo alguns cientistas, os nanodiamantes, devido aos grupos funcionais que possuem, podem ligar-se a uma gama de compostos, como aos agentes da quimioterapia, o que permite que reduzam a resistência do cancro a este tipo de tratamentos.

Um artigo científico hoje divulgado defende que a junção de diamantes de tamanho muito reduzido à quimioterapia pode melhorar o tratamento do cancro.

Dean Ho, profressor de engenharia bioquímica e mecânica na universidade norte-americana de Northwestern, sustenta que o nanodiamante pode ser uma alternativa eficaz para aplicar medicamentos em cancros de tratamento difícil.

Os nanodiamantes são materiais com base de carbono de 2 a 8 nanómetros de diâmetro (um nanómetro é um milionésimo de milímetro) que os cientistas dizem agora que poderia ajudar a inverter a resistência do cancro à quimioterapia, que contribui para 90 por cento das metástases.

A superfície de cada nanodiamante tem grupos funcionais que permitem que se liguem a uma gama de compostos, incluindo os agentes da quimioterapia.

Os investigadores ligaram aos nanodiamantes o composto Doxorubicin, que se usa na quimioterapia, usando um processo que permite libertar o fármaco de forma gradual, aumentando a sua retenção e a sua eficácia sobre o tumor.

Nos seus estudos de cancro de fígado e de mama, Dan Ho e a sua equipa verificaram que quantidades normalmente fatais de compostos de quimioterapia, quando associadas aos nanodiamantes, permitiram diminuir o tamanho de tumores em ratos e também melhorar as taxas de sobrevivência, sem efeitos secundários nos tecidos ou nos órgãos.

Segundo o artigo publicado na Science Translational medicine, este é o primeiro trabalho que demonstrou o potencial dos nanodiamantes no tratamento de cancros que se tornaram resistentes à quimioterapia.

“Este método poderia melhorar significativamente a eficácia do tratamento do cancro resistente aos medicamentos e poderia melhorar ao mesmo tempo a segurança no tratamento”, indica Dean Ho.

Mutação genética acelera declínio cerebral em doentes de Alzheimer




Ficha de leitura nº3
Unidade de ensino: Património genético 

Conteúdo/assunto: Descoberto o responsável para o aceleramento do Alzheimer

Resumo: Uma rara mutação genética associada à doença de Alzheimer foi descoberta como sendo responsável pelo aceleramento da perda de tecido cerebral, conduzindo ao declínio mental, anunciaram investigadores na quarta-feira.

Pessoas com a variante genética TREM2 perderam tecido cerebral duas vezes mais depressa do que pessoas saudáveis mais velhas, de acordo com a investigação publicada no "New England Journal of Medicine".

«Este é o primeiro estudo com exames cerebrais para mostrar o que as variações genéticas fazem e é muito surpreendente», afirmou o coautor Paul Thompson, da Universidade do Sul da Califórnia. «Este gene acelera a perda cerebral de uma forma terrível», acrescentou.

Thompson e os colegas fizeram exames de imagens de ressonâncias magnéticas em 478 adultos, com uma média etária de 76 anos, ao longo de dois anos.

Descobriram que os portadores de mudanças genéticas perdem 1,4% a 3,3% mais de tecido cerebral do que os não portadores e que a deterioração ocorre duas vezes mais depressa.

O tecido cerebral perdido estava concentrado nas zonas de memória central do cérebro, incluindo o lóbulo temporal e o hipocampus.

A variante TREM2 foi pela primeira vez descrita em janeiro como uma mutação rara, existindo em cerca de 1% da população da América do Norte e da Europa, como podendo triplicar o risco de vida de uma pessoa com a doença d Alzheimer.

Estudos subsequentes confirmaram a mutação associada também a pessoas negras.

A mutação genética tem sido também associada a um aumento da doença de Parkinson e a uma rara forma de envelhecimento precoce do cérebro designado Nasu-Hakola.

Publicado a 17 OUT 13 às 08:56

ICBAS vê licenciada primeira vacina (e é neonatal)

Ficha de Leitura nº3
Unidade: 3. Imunidade e Controlo de Doenças
Assunto: ICBAS vê licenciada primeira vacina (e é neonatal)
Resumo: Uma equipa do ICBAS, da Universidade do Porto, projecta a criação da primeira vacina neonatal, ou seja, administrada ainda em tempo de gestação. Este fármaco pode combater várias infecções neo-natais e, assim, resolver o grave problema global de morte de recém-nascidos e de nados-mortos.

Notícia
Equipa de investigadores da Universidade do Porto patentearam primeira vacina neonatal. O acordo foi assinado pela Universidade e pela empresa IMMUNETHEP. Com o objetivo de evitar os elevados valores de mortalidade nos recém-nascidos através de infecções bacterianas, uma equipa de investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), liderada por Paula Ferreira, cativou o interesse da empresa Venture Catalysts para lançar a primeira vacina neonatal, administrada ainda em tempo de gestação.

O acordo foi feito entre o antigo reitor da Universidade do Porto (UP), José Marques dos Santos e pela IMMUNETHEP, empresa que surge do contacto da Venture Catalysts com a equipa de investigadores do ICBAS. Satisfeito com o acordo, o 18.º reitor da UP congratulou a equipa de investigadores, que estimula uma "mudança de atitude" na instituição. A Venture Catalysts iniciou o contacto com a equipa do ICBAS há quase dois anos. Ao analisar os projectos da Universidade do Porto Inovação (UPIN), a empresa do UPTEC decidiu explorar o potencial da vacina desenvolvida pela equipa de investigadores, que até então combatia uma bactéria.

Do contacto intensivo entre ambas as partes surge a IMMNUTHEP, que pretende alavancar este projecto pioneiro na área da saúde. De acordo com Bruno Santos, membro da Venture Catalysts, esta vacina é feita a partir de "péptidos, que permitem que o corpo esteja protegido contra algumas infecções neo-natais, de que são exemplo a E.coli e a pneumonia.

Proteger ainda antes de nascer

A novidade deste fármaco relaciona-se com o facto deste ser administrado ainda no tempo de gestação. "Algumas destas infecções ocorrem no feto, no interior da barriga da mãe, por isso é que procuramos administrar a vacina à mãe, que transmite esta protecção ao seu filho. Isto faz com que, de certa forma, o bebé se encontre imune a infecções ainda antes de nascer", explica Bruno Santos.

O membro da empresa portuguesa reforça ainda o facto de este projecto ser completamente inovador e permitir combater o problema das infecções bacterianas, que afectam cerca de três milhões de recém nascidos e provocam três milhões de nados-mortos, por ano. "É um grave problema global que poderá ser de alguma forma resolvido com a implementação desta vacina, que será pioneira no mercado", diz, acrescentando ainda que esta será a primeira vacina que protege os primeiros meses de vida do ser humano. "Normalmente, só a partir dos três ou quatro meses de vida é que se dão vacinas. Até lá, o recém-nascido encontra-se totalmente desprotegido".

Ainda que os resultados tenham sido positivos, a vacina só poderá ser administrada depois dos processos de aprovação na Food and Drugs Administration (FDA) e na European Medicine Agencies (EMA), entidades internacionais que aprovam a utilização e comercialização de fármacos. "Isto será um processo longo, demorará cerca de 10 anos até ser implementado", sustenta Bruno Santos. No entanto, não deixa de reforçar o impacto e o prestígio associado a um projecto que decorre no seio da Universidade do Porto.  

Notícia corrigida em 2/7/14 às 17h48
Fonte: Jornalismo Porto Net (JPN)
Link: http://p3.publico.pt/actualidade/ciencia/12750/icbas-ve-licenciada-primeira-vacina-e-e-neonatal

Investigadores de Coimbra selecionam espermatozóides mais eficientes para reprodução assistida



Ficha de Leitura nº2
Unidade: Reprodução Humana e Manipulação da Fertilidade
Assunto: Investigadores de Coimbra selecionam espermatozóides mais eficientes para reprodução assistida
Resumo:  Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolveram uma técnica que facilita a seleção dos espermatozóides mais eficientes na reprodução assistida, cujo critério de seleção se baseia na funcionalidade das mitocôndrias. Esta descoberta contribui para o ''aumento da eficácia das técnicas de reprodução assistida''. 




Notícia:
Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu uma técnica que facilita a seleção dos espermatozóides mais eficientes para fertilização na reprodução assistida, disse fonte universitária.

De acordo com uma nota do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC, “nem todos os espermatozóides são iguais” e a nova estratégia “permite identificar os espermatozóides funcionais, isto é, capazes de fertilização”, refere.

O critério de seleção utilizado, segundo o documento, baseia-se na funcionalidade das mitocôndrias – constituintes responsáveis pela produção de energia – das células reprodutoras.

“Este trabalho reveste-se de grande importância dado que esta técnica vem possibilitar a seleção de sub-populações de espermatozóides, contendo unicamente gâmetas funcionais, o que até hoje não tinha sido conseguido”, destaca, citando João Ramalho-Santos e Ana Paula Sousa, respetivamente coordenador da equipa de investigadores e primeira autora do estudo.

Os especialistas adiantam que a descoberta contribui “certamente para o aumento da eficácia das técnicas de reprodução assistida”.

Alegam que apesar de, aparentemente, todos os espermatozóides serem iguais “isso não é verdade”.
“Na realidade existem várias sub-populações de espermatozóides com características bioquímicas e fisiológicas distintas, e pensa-se que apenas uma pequena percentagem é capaz de levar a cabo uma fertilização com sucesso”, sustentam.

A investigação, publicada na passada quarta-feira na revista científica Public Library of Science One (PLoS One), foi liderada pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular e Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra.

A equipa multidisciplinar integrou ainda especialistas da Faculdade de Medicina e o Serviço de Reprodução Humana dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Centro de Histocompatibilidade do Centro e Unidade de Reprodução Humana da Fundação Tambre (Madrid).

25 de março de 2011

Fonte: LUSA/Sapo
Link: http://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/investigadores-de-coimbra-selecionam-espermatozoides-mais-eficientes-para-reproducao-assistida?r=saude.sapo.pt

Membrana sensível à luz aplica medicamento em bebés

Ficha de Leitura nº 3

Unidade: Reprodução Humana e Manipulação da Fertilidade

Fonte: Blogue "Boa Saúde"

Assunto: Membrana sensível à luz aplica medicamento em bebés


Resumo: Pesquisadores suíços desenvolveram uma membrana ativada por luz UV que liberta uma dose de medicação diretamente para a pele do paciente. A terapia foi desenvolvida com o foco em bebés prematuros, mas mostrou-se adequada também para quem tem medo de injeção.
Notícia: Investigadores suiços desenvolveram uma membrana ativada por luz ultravioleta, que liberta uma dose de medicação diretamente para a pele do paciente, sendo esta medicação absorvida de uma forma constante. Esta terapia é aplicada essencialmente em bebés prematuros, aos quais por norma são administrados doses de cafeínas através de injeções para evitar paragens cardíacas. Com este novo método, os bebés ainda muito sensíveis não são sujeitos a injeções, e a medicação é-lhes administrada de uma forma constante, ao invés do que acontecia com a injeção de cafeína, que, no momento da aplicação fazia ocorrer um pico da concentração, por vezes seguido por uma rápida queda de volume aplicado, quando o ideal é manter uma concentração estável ao longo de um período de várias horas.

Conclusão: A administração da medicação a bebés prematuros através desta membrana é vantajosa na medida em que o bebé não é sujeito a injeções que lhe poderão causar más sensações que possam eventualmente agravar a sua condição frágil.

Link: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=membrana-sensivel-luz-aplica-medicamento-bebes&id=10163

Publicado por: FRANCISCA PIEDADE, 12ºB

Música reduz as dores durante o trabalho de parto

Ficha de leitura nº 2

Unidade: Reprodução Humana e Manipulação da Fertilidade

Fonte: Blogue "Boa Saúde"

Assunto: Música reduz as dores durante o trabalho de parto

Resumo: Um estudo recente publicado numa revista especializada de Ginecologia procurou compreender a influencia da música sobre a dor e a ansiedade durante o parto, hemodinâmica materna, parâmetros fetais-neonatais e a exigência de analgesia pós-parto.

Notícia: 156 mulheres foram submetidas a um estudo que procurou compreender a influência da música na dor e ansiedade durante o parto, na hermodinâmica materna, nos parâmetros fetais-neonatais e na exigência da toma de analgésicos após o parto. 77 dessas mulheres foram recrutadas para o grupo onde se iria ouvir música durante o parto e as 79 outras mulheres serviram de grupo de controlo, não ouvindo música durante o parto.
Verificou-se que as mães do grupo de musicoterapia tiveram um menor nível de dor e ansiedade em comparação com os do grupo de controle, em todas as fases de trabalho de parto e verificou-se também uma diferença significativa entre os dois grupos em termos de hemodinâmica materna e da frequência cardíaca fetal após a intervenção. Ainda, a necessidade do uso de analgésicos no Pós-Parto diminuiu significativamente no grupo da musicoterapia.

Conclusão: ouvir música durante o trabalho de parto tem um impacto positivo sobre a dor do parto e ansiedade, parâmetros materno-fetais e uso de analgésicos.

Link: http://www.boasaude.com.br/noticias/10745/musica-reduz-a-dor-durante-o-trabalho-de-parto-diz-estudo.html

Publicado por: FRANCISCA PIEDADE, 12ºB

Amamentar pode ajudar as mães obesas a perder peso após o parto

Ficha de leitura nº1

Unidade: Reprodução Humana e Manipulação da Fertilidade

Assunto: Amamentar pode ajudar as mães obesas a perder peso após o parto

Resumo: A amamentação pode ajudar as mulheres a perder o peso ganho na gravidez e mantê-lo se elas eram obesas antes de engravidar, de acordo com uma nova pesquisa.

Fonte: Blog "Boa Saúde"

Notícia: Segundo um novo estudo publicado na revista médica Pediatrics, quando as mulheres que eram obesas antes de se tornarem mães seguiram as recomendações de amamentar, que pesaram cerca de 8 quilos a menos do que mães obesas que não amamentaram. Os pesquisadores acompanharam mais de 700 mulheres seis anos após darem à luz e compararam o ganho de peso entre aquelas que amamentaram e não amamentaram. O ganho de peso medido foi a diferença entre o peso pré-gravidez das mulheres e seu peso seis anos após o parto. Na época em que as mulheres deram à luz, a Academia Americana de Pediatria (AAP) recomendava que as mães exclusivamente amamentassem por pelo menos quatro meses e, em seguida, continuassem durante os 12 meses seguintes. Verificou-se que as mulheres obesas que amamentaram durante pelo menos 4 meses perderam cerca de 12 quilos a mais do que aquelas que não amamentaram e as que amamentaram durante 12 meses ainda sofreram uma perda de peso mais significativa.

Conclusão: Podemos concluir que a amamentação é um processo que queima calorias e que influencia o sistema neuro-hormonal, influenciando a perda de peso pós parto em mulheres com excesso de peso.

Link: http://www.boasaude.com.br/noticias/10702/amamentar-pode-ajudar-as-maes-obesas-a-perder-peso-apos-o-parto.html

Publicado por: FRANCISCA PIEDADE, 12ºB