Ficha de Leitura nº3
Unidade: 3.
Imunidade e Controlo de Doenças
Assunto: ICBAS
vê licenciada primeira vacina (e é neonatal)
Resumo: Uma
equipa do ICBAS, da Universidade do Porto, projecta a criação da primeira
vacina neonatal, ou seja, administrada ainda em tempo de gestação. Este fármaco
pode combater várias infecções neo-natais e, assim, resolver o grave
problema global de morte de recém-nascidos e de nados-mortos.
Notícia:
Equipa de investigadores da Universidade do Porto
patentearam primeira vacina neonatal. O acordo foi assinado pela
Universidade e pela empresa IMMUNETHEP. Com o objetivo de evitar os elevados
valores de mortalidade nos recém-nascidos através de infecções bacterianas, uma
equipa de investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), liderada por
Paula Ferreira, cativou o interesse da empresa Venture Catalysts para lançar a
primeira vacina neonatal, administrada ainda em tempo de gestação.
O acordo foi feito entre o antigo reitor da Universidade do
Porto (UP), José Marques dos Santos e pela IMMUNETHEP, empresa que surge do
contacto da Venture Catalysts com a equipa de investigadores do ICBAS.
Satisfeito com o acordo, o 18.º reitor da UP congratulou a equipa de
investigadores, que estimula uma "mudança de atitude" na instituição.
A Venture Catalysts iniciou o contacto com a equipa do ICBAS há quase dois
anos. Ao analisar os projectos da Universidade do Porto Inovação (UPIN),
a empresa do UPTEC decidiu explorar o potencial da vacina desenvolvida pela
equipa de investigadores, que até então combatia uma bactéria.
Do contacto intensivo entre ambas as partes surge a IMMNUTHEP,
que pretende alavancar este projecto pioneiro na área da saúde. De acordo com
Bruno Santos, membro da Venture Catalysts, esta vacina é feita a partir de
"péptidos, que permitem que o corpo esteja protegido contra algumas
infecções neo-natais, de que são exemplo a E.coli e a pneumonia.
Proteger ainda antes de nascer
A novidade deste fármaco relaciona-se com o facto deste ser
administrado ainda no tempo de gestação. "Algumas destas infecções ocorrem
no feto, no interior da barriga da mãe, por isso é que procuramos administrar a
vacina à mãe, que transmite esta protecção ao seu filho. Isto faz com que, de
certa forma, o bebé se encontre imune a infecções ainda antes de nascer",
explica Bruno Santos.
O membro da empresa portuguesa reforça ainda o facto de este
projecto ser completamente inovador e permitir combater o problema das
infecções bacterianas, que afectam cerca de três milhões de recém nascidos e
provocam três milhões de nados-mortos, por ano. "É um grave problema
global que poderá ser de alguma forma resolvido com a implementação desta
vacina, que será pioneira no mercado", diz, acrescentando ainda que esta
será a primeira vacina que protege os primeiros meses de vida do ser humano.
"Normalmente, só a partir dos três ou quatro meses de vida é que se dão
vacinas. Até lá, o recém-nascido encontra-se totalmente desprotegido".
Ainda que os resultados tenham sido positivos, a vacina só
poderá ser administrada depois dos processos de aprovação na Food and Drugs
Administration (FDA) e na European Medicine Agencies (EMA), entidades
internacionais que aprovam a utilização e comercialização de fármacos.
"Isto será um processo longo, demorará cerca de 10 anos até ser
implementado", sustenta Bruno Santos. No entanto, não deixa de reforçar o
impacto e o prestígio associado a um projecto que decorre no seio da
Universidade do Porto.
Notícia corrigida em 2/7/14 às 17h48
Fonte: Jornalismo
Porto Net (JPN)
Link: http://p3.publico.pt/actualidade/ciencia/12750/icbas-ve-licenciada-primeira-vacina-e-e-neonatal
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