segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Saiba como controlar seus genes com o pensamento

Ficha de Leitura nº1
Unidade 2:  Património genético 
Assunto: Regulação do material genético.
Resumo: No Instituto Federal de Tecnologia da Suiça, Marc Folcher e seus colegas desenvolveram um método de regulação genética que usa ondas cerebrais especificas para controlar a conversão de genes em proteínas, chamada de expressão genética.
Fonte: https://cienciasetecnologia.com/saiba-como-controlar-seus-genes-com-o-pensamento/


Quem se lembra da cena de Star Wars quando o Mestre Yoda pede ao jovem Luke Skywalker a usar a força para retirar X-Wing do pântano? 
No Instituto Federal de Tecnologia da Suiça, Marc Folcher e seus colegas desenvolveram um método de regulação genética que usa ondas cerebrais especificas para controlar a conversão de genes em proteínas, chamada de expressão genética.
 Este sistema controlado por ondas cerebrais humanas foi testado em culturas de células de camundongos e em humanos, e funcionou.
 “Pela primeira vez conseguimos captar ondas cerebrais humanas, transferi-las sem fios para uma rede de genes e regular a expressão de um gene dependendo do tipo de pensamento. Ser capaz de controlar a expressão genética através do poder do pensamento é um sonho que estamos trabalhando para conseguir há mais de uma década,” disse o professor Martin Fussenegger. 
O professor Fussenegger espera que um implante controlado pelo pensamento possa um dia ajudar a combater doenças neurológicas, como síndrome do encarceramento, dores de cabeça crônicas, dores nas costas e epilepsia, através da detecção de ondas cerebrais específicas em um estágio inicial, usando o pensamento para desencadear e controlar a produção de determinados agentes no momento certo e no local certo do corpo.


Produção de proteínas controlada pelo pensamento
 Assim como o exame de eletroencefalograma permite o estudo do registro das ondas cerebrais, este novo sistema que Marc e seus colegas desenvolveram, também é capaz de captar as ondas do cérebro usando um capacete com sensores que analisa as ondas cerebrais. Ele grava e transmite via Bluetooth para um dispositivo que controla um gerador de campo eletromagnético. Esta bobina fornece uma corrente de indução para o implante testado em culturas de células humanas e em camundongos.
 
Meditação, concentração e biofeeback 
Durante os testes, os pesquisadores usaram SEAP, uma proteína humana fácil de detectar que se funde a partir da câmara de cultura do implante na corrente sanguínea do animal de laboratório. Para realizar estes testes esse sistema foi controlado pelos pensamentos de vários voluntários. Para regular a quantidade de proteína produzida, os voluntários foram classificados de acordo com três estados mentais: a meditação, concentração e biofeedback – ferramenta terapêutica que fornece informações com a finalidade de permitir aos indivíduos desenvolver a capacidade auto-regulação, usado também para auxiliar ao tratamento de enxaqueca, problemas cardíacos e transtornos mentais. O teste realizado no voluntário de meditação, foi induzido valores SEAP muito elevados nos animais de laboratórios. Já no teste realizado em voluntários de concentração, eles se concentravam jogando Minecraft, induziram a produção de valores médios de SEAP na corrente sanguínea dos camundongos. E no teste para o biofeedback, os voluntários tiveram que observar o LED do implante no corpo do camundongo e então conseguiam conscientemente ligar e desligar a luz do LED, o que causou a produção de quantidades variáveis de SEAP na circulação sanguínea dos animais, de acordo com a vontade de cada um. Fussenegger explica que controlar genes dessa forma é algo completamente novo e é único em sua simplicidade.
 
Implante optogenético
O implante optogenético reage à luz infravermelha, que talvez seja o maior avanço de todo o sistema, uma vez que controlado em equipamentos pelas ondas cerebrais, tem sido demonstrado em uma variedade de situações e acender um LED está entre as mais simples delas. A luz no implante, incide sobre uma proteína geneticamente modificada para se tornar sensível à luz, controlando a produção de SEAP no interior das células dos animais. A luz na faixa do infravermelho foi usada porque esse comprimento de onda geralmente não é prejudicial às células humanas, e pode penetrar profundamente no tecido permitindo que o funcionamento do implante seja monitorado visualmente.




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