sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Descoberto "gene tibetano" que permite adaptação a alta altitude

Ficha de Leitura nº2

Unidade de ensino: Património genético 

Conteúdo/Assunto: Descoberta de gene que permite adaptação a altitude.

Resumo: Como é sabido, ao longo do tempo, devido a condições e alterações do meio ambiente em que vive, o ser humano tem vindo a sofrer alterações a nivel genético para ter assim uma melhor adaptação ao meio em que vive e assim sobreviver.

Segundo a revista Nature, foi assim descoberto o gene que ajuda os tibetanos a adaptarem-se à vida a elevada altitude.
Este gene tem assim origem num homem primitivo desaparecido há cerca de 40.000 anos e trata-se de uma variante rara de um gene implicado na produção de hemoglobina - a molécula que transporta o oxigénio no sangue - e que se propagou pela população tibetana, assim que se fixou nos planaltos dos Himalaias, há vários milhares de anos.

De acordo com o estudo, foi esta variante do gene EPAS1, que surgiu no passado, que permitiu aos tibetanos sobreviverem numa atmosfera com oxigénio rarefeito, acima dos 4.500 metros de altitude, em que o sangue da maior parte dos humanos engrossa, causando problemas cardiovasculares.

O gene EPAS1 é ativado quando a taxa de oxigénio no sangue baixa, desbloqueando a hemoglobina para compensar essa quebra. Na maior parte dos casos, a alta altitude produz demasiados glóbulos vermelhos, que acabam por engrossar o sangue e provocar hipertensão e ataques cardíacos.


Para o cientista Rasmus Nielsen, esta é mais uma prova de que «os humanos evoluíram e adaptaram-se a novos ambientes, ao obterem os seus genes a partir de outras espécies».



Fonte: TSF, 02 julho 2014


  

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