Ficha de Leitura nº2
Unidade de ensino: Património genético
Conteúdo/Assunto: Descoberta de gene que permite adaptação a altitude.
Resumo: Como é sabido, ao longo do tempo, devido a condições e alterações do meio ambiente em que vive, o ser humano tem vindo a sofrer alterações a nivel genético para ter assim uma melhor adaptação ao meio em que vive e assim sobreviver.
Segundo a revista Nature, foi assim descoberto o gene que ajuda os tibetanos a adaptarem-se à vida a elevada altitude.
Este gene tem assim origem num homem primitivo desaparecido há cerca de 40.000 anos e trata-se de uma variante rara
de um gene implicado na produção de hemoglobina - a molécula que
transporta o oxigénio no sangue - e que se propagou pela população
tibetana, assim que se fixou nos planaltos dos Himalaias, há vários
milhares de anos.
De acordo com o estudo, foi
esta variante do gene EPAS1, que surgiu no passado, que permitiu aos
tibetanos sobreviverem numa atmosfera com oxigénio rarefeito, acima dos
4.500 metros de altitude, em que o sangue da maior parte dos humanos
engrossa, causando problemas cardiovasculares.
O gene EPAS1 é ativado quando
a taxa de oxigénio no sangue baixa, desbloqueando a hemoglobina para
compensar essa quebra. Na maior parte dos casos, a alta altitude produz
demasiados glóbulos vermelhos, que acabam por engrossar o sangue e
provocar hipertensão e ataques cardíacos.
Para o cientista Rasmus Nielsen, esta é mais uma prova de que «os humanos evoluíram e adaptaram-se a novos ambientes, ao obterem os seus genes a partir de outras espécies».
Fonte: TSF, 02 julho 2014
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