Ficha de leitura nº3
Unidade de ensino: Património genético
Conteúdo/assunto: Descoberto
o responsável para o aceleramento do Alzheimer
Resumo: Uma rara mutação genética associada à doença de Alzheimer
foi descoberta como sendo responsável pelo aceleramento da perda de tecido
cerebral, conduzindo ao declínio mental, anunciaram investigadores na
quarta-feira.
Pessoas com a variante genética TREM2 perderam tecido
cerebral duas vezes mais depressa do que pessoas saudáveis mais velhas, de
acordo com a investigação publicada no "New England Journal of
Medicine".
«Este
é o primeiro estudo com exames cerebrais para mostrar o que as variações genéticas
fazem e é muito surpreendente», afirmou o coautor Paul Thompson, da
Universidade do Sul da Califórnia. «Este gene acelera a perda cerebral de uma
forma terrível», acrescentou.
Thompson e os colegas fizeram exames de imagens de
ressonâncias magnéticas em 478 adultos, com uma média etária de 76 anos, ao
longo de dois anos.
Descobriram que os portadores de mudanças genéticas perdem
1,4% a 3,3% mais de tecido cerebral do que os não portadores e que a
deterioração ocorre duas vezes mais depressa.
O tecido cerebral perdido estava concentrado nas zonas de
memória central do cérebro, incluindo o lóbulo temporal e o hipocampus.
A variante TREM2 foi pela primeira vez descrita em janeiro
como uma mutação rara, existindo em cerca de 1% da população da América do
Norte e da Europa, como podendo triplicar o risco de vida de uma pessoa com a
doença d Alzheimer.
Estudos subsequentes confirmaram a mutação associada também
a pessoas negras.
A mutação genética tem sido também associada a um aumento da
doença de Parkinson e a uma rara forma de envelhecimento precoce do cérebro
designado Nasu-Hakola.
Publicado a 17 OUT 13 às 08:56
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