Ficha de leitura nº2
Unidade: Património Genético
Conteúdo: Um grupo do Scripps Research Institute (TSRI), nos Estados Unidos, conseguiu ir muito mais além do conhecido no código genético quando conseguiu inscrever numa sequência genética de uma bactéria um par de bases que não existe no ADN na natureza e fê-la replicá-las.
Resumo: Um grupo de investigadores americano do Scripps Research Institute (TSRI),criou um novo par de bases que não existe no ADN na natureza, este feio foi conseguido através de uma bactéria que conseguiu replicar este par de bases antes inexistente. Um feito muito aguardado desde 1990 quando este grupo começou a tentar replicar bases que não as conhecidas: ATCG
Fazer
engenharia genética, mudar genes de um lado para o outro, alterar
posições numa sequência de ADN, a molécula que contém as instruções
genéticas dos seres vivos, ou construir sequências de raiz com o código
da vida são procedimentos hoje procedimentos quase banais nos
laboratórios de todo o mundo . Mas um grupo do Scripps Research
Institute (TSRI), nos Estados Unidos, foi agora mais além: inscreveu
numa sequência genética de uma bactéria um par de bases que não existe
no ADN na natureza e fê-la replicá-las.
A vida na Terra tem no
vocabulário genético apenas dois pares de bases, que se ligam em AT e
CG, o que lhe chega para "escrever" toda a diversidade da vida no
planeta, desde que ela aqui surgiu, há cerca de 3,4 mil milhões de anos.
Desde 1990, no entanto, o grupo de Floyd Romesberg, no TSRI procura
ampliar este alfabeto introduzindo-lhe nova bases, que não as conhecidas
ATCG.
Depois de um longo e difícil caminho, a equipa conseguiu isso in vitro
com duas novas bases, duas moléculas designadas "d5SICS" e "dNaM", que
se replicaram juntamente com o resto do código. Agora Floyd Romesberg e
os seus colegas foram mais longe e integraram esse par de bases não
natural no ADN da bactéria E. coli que, não só não o eliminou, como
passou a replicá-lo. O resultado é publicado na revista Nature.
"Isto mostra que outras soluções para codificar informação são
possíveis. Estamos mais perto de uma biologia de ADN expandido, com
muitas aplicações possíveis, da medicina à nanotecnologia", afirmou
Floyd Romesberg.
A novidade não deixará, porém, de levantar novas questões de ordem ética e, certamente, o debate não vai tardar.
Fonte:http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=3849754
Fazer engenharia genética, mudar genes de um lado para o outro, alterar posições numa sequência de ADN, a molécula que contém as instruções genéticas dos seres vivos, ou construir sequências de raiz com o código da vida são procedimentos hoje procedimentos quase banais nos laboratórios de todo o mundo . Mas um grupo do Scripps Research Institute (TSRI), nos Estados Unidos, foi agora mais além: inscreveu numa sequência genética de uma bactéria um par de bases que não existe no ADN na natureza e fê-la replicá-las.
A vida na Terra tem no vocabulário genético apenas dois pares de bases, que se ligam em AT e CG, o que lhe chega para "escrever" toda a diversidade da vida no planeta, desde que ela aqui surgiu, há cerca de 3,4 mil milhões de anos. Desde 1990, no entanto, o grupo de Floyd Romesberg, no TSRI procura ampliar este alfabeto introduzindo-lhe nova bases, que não as conhecidas ATCG.
Depois de um longo e difícil caminho, a equipa conseguiu isso in vitro com duas novas bases, duas moléculas designadas "d5SICS" e "dNaM", que se replicaram juntamente com o resto do código. Agora Floyd Romesberg e os seus colegas foram mais longe e integraram esse par de bases não natural no ADN da bactéria E. coli que, não só não o eliminou, como passou a replicá-lo. O resultado é publicado na revista Nature.
"Isto mostra que outras soluções para codificar informação são possíveis. Estamos mais perto de uma biologia de ADN expandido, com muitas aplicações possíveis, da medicina à nanotecnologia", afirmou Floyd Romesberg.
A novidade não deixará, porém, de levantar novas questões de ordem ética e, certamente, o debate não vai tardar.
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