segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Técnica usa nanopartículas para combater o câncer

Ficha de leitura nº 2
Unidade 3 :Imunidade e controlo de doenças
Assunto: Biotecnologia na terapêutica de doenças.
Resumo:  O engenheiro Biomédico Michael King, da Universidade Cornell, dos EUA, realizou um estudo, junto com sua equipe, com a finalidade de eliminar células cancerígenas através da corrente sanguínea. A técnica que foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), faz uso de nanopartículas de proteínas injetadas no sangue que levam à morte de células cancerígenas e impedem que elas se dispersem no organismo, gerando metástases.

Fonte: https://cienciasetecnologia.com/nanoparticulas-combate-cancer/

Como Funciona a técnica 
As  proteínas em nanopartículas esféricas são inseridas na corrente sanguínea. Uma delas, as E-selectinas, funcionava como uma espécie de adesivo; e a “Ligante indutor de apoptose relacionada ao fator de necrose tumoral” (Trail, na sigla em inglês) era responsável pela morte das células cancerosas. 

Testes em Camundongos
As  proteínas em nanopartículas esféricas na corrente sanguínea de camundongos se grudaram aos leucócitos – as células brancas do sangue. Testes mostraram que as células brancas acabam esbarrando nas células tumorais que se espalham pela corrente sanguínea. Elas então combatem esta dispersão, e levam à destruição do tumor. 

A expectativa
“O mecanismo é surpreendente e inesperado na medida em que este reaproveitamento de células brancas do sangue é mais eficiente do que o combate direto às células cancerosas com proteínas solúveis”, comentaram os autores. Cirurgia e radiação são eficientes em tratar tumores iniciais, mas têm mais dificuldade em combater as células metastáticas. Cerca de 90% das mortes de câncer estão relacionadas às metástases.  Agora, encontramos uma forma de enviar um exército de glóbulos brancos assassinos que causam a morte por apoptose, uma espécie de ‘autodestruição celular’ – comentou Michael King, engenheiro biomédico da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, e autor principal do estudo.



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