quarta-feira, 11 de março de 2015

NASA deteta na atmosfera poluente proibido há 30 anos



Ficha de Leitura nº4


Unidade: Preservar e recuperar o ambiente

Assunto: NASA detetou na atmosfera uma quantidade inexplicável de tretacloreto de carbono

Resumo: A agência espacial norte-americana NASA detetou na atmosfera, numa quantidade inexplicável, tetracloreto de carbono (CC14), substância química que destrói a camada de ozono e proibida no mundo há cerca de 30 anos.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=4088099 


     O CC14, que era usado nos extintores e nas lavandarias para limpeza a seco, foi proibido em 1987, ao abrigo do Protocolo de Montreal, ao mesmo tempo que os clorofluorcarbonetos (que eram utilizados em aerossóis, aparelhos de ar condicionado e geleiras). Nenhum dos países subscritores do protocolo reportou qualquer nova emissão de CC14 entre 2007 e 2012.

    Contudo, um estudo da NASA revela que as emissões mundiais do poluente são, em média, de 39 mil toneladas por ano, o equivalente a cerca de 30% do volume máximo alguma vez registado antes da entrada em vigor do protocolo internacional.

    "Não deveríamos ter todo este CC14", alertou Qing Liang, investigador da NASA e principal autor do estudo, acrescentando que se está na presença de "fugas industriais não identificadas, emissões importantes de sítios contaminados ou de fontes desconhecidas de CC14".

    Os cientistas querem saber a origem do tetracloreto de carbono, que contava, em 2008, para cerca de 11% do cloro que leva à diminuição da camada de ozono.

    As concentrações do poluente na atmosfera, dizem, deveriam ter diminuído 1 a 4% por ano, e não somente 1%.

    "Existe um mecanismo de perda de CC14 que não compreendemos, ou haverá fontes de emissão não assinaladas ou identificadas?", questionou Qing Liang.

Franceses descobrem teste para diagnosticar cancro precoce do pulmão




Ficha de Leitura nº5

Unidade: Imunidade e Controlo de Doenças

Assunto: Desenvolvimento de um teste que consegue detetar o cancro do pulmão no seu estádio inicial.

Resumo: Uma equipa de médicos de Nice (sul) anunciou neste sábado (1) ter desenvolvido um teste capaz de detectar o cancro do pulmão no estágio inicial da doença, muito antes de o tumor ser visível nos exames de raio-X e tomografia. O dignóstico é feito por meio de exame de sangue e foi apresentado pelos franceses como uma descoberta pioneira em escala mundial.

Noticia: 

Segundo a equipe do professor Paul Hofman, do Hospital Universitário de Nice e do centro de pesquisas do Inserm da Universidade Nice Sophia-Antipolis, a descoberta é especialmente importante no caso de tumores invasivos do pulmão. O estudo foi publicado na revista científica americana Plos One.
Hofman explicou que desde 2008 a técnica do exame de sangue já era utilizada em pacientes com câncer de pulmão declarado. Foi quando a equipe de Nice decidiu aplicar a análise em pacientes de risco, ainda sem sinal da doença.
A pesquisa reuniu 168 pessoas portadoras de broncopatia crônica obstrutiva. Em 3% da amostra, a análise do sangue desses pacientes mostrou a presença de células tumorais em circulação, consideradas células de sentinela e alerta. Nos meses seguintes, nódulos apareceram em cinco pacientes, relata o médico, "confirmando a 100% a sensibilidade do teste". Esse pacientes foram operados em um estágio muito precoce do câncer de pulmão e são considerados, hoje, curados, de acordo com o professor.
Imagem de raio-X mostra nódulo de câncer no pulmão.
Imagem de raio-X mostra nódulo de câncer no pulmão.

O diagnóstico precoce do câncer de pulmão é crucial para aumentar as chances de sobrevivência dos doentes. O tumor de pulmão é um dos mais letais. Apenas 15% dos pacientes operados sobrevivem e em média cinco anos. Na maior parte dos casos, quando o câncer é descoberto em um raio-X, o tratamento é pesado e as chances de sobrevivência pequenas.
Para validar o estudo-piloto, os pesquisadores franceses vão aumentar a amostra para 800 pessoas consideradas de risco. A equipe do professor Hofman também está à procura de 1 milhão de euros para continuar os trabalhos. Hofman acredita que irá começar a nova fase da pesquisa no ano que vem, para terminá-la em 2019 e validar o teste diagnóstico em 2020.

Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/franca/20141101-franceses-descobrem-teste-para-diagnosticar-cancer-precoce-de-pulmao


Pesquisadores Franceses Avançam na Cura da Distrofia Muscular de Duchenne



Ficha de Leitura nº4

Unidade: 2. Património Genético

Assunto: Estudo realizado por investigadores franceses revelou resultados positivos para o tratamento da Distrodia Muscular de Duchenne. 

Resumo: Pesquisadores franceses conseguiram recuperar a força muscular de cachorros que sofriam de Distrofia Muscular de Duchenne, doença neuro-muscular que afeta uma em cada 3.500 crianças no mundo – quase todas, meninos. O resultado da experiência é considerado um avanço rumo a um tratamento para esta doença de origem genética.

Noticia: 
A Distrofia Muscular de Duchenne é uma doença causada pelo defeito de um gene, que bloqueia a fabricação de distrofina, uma proteína indispensável ao funcionamento dos músculos. É a mais frequente entre as doenças neuro-musculares infantis, concedendo aos pacientes não mais do que 30 anos de expectativa de vida.

Os pesquisadores do Laboratório de Terapia Genética de Nantes injetaram um “gene remédio” em uma das patas dianteiras de 18 cachorros que sofriam da doença. “Depois de três meses e meio, os testes mostraram que a degenerescência muscular da pata tratada foi interrompida”, descreve Caroline Le Guiner, pesquisadora que coordenou a experiência, publicada na revista médica Molecular Therapy.

80% de regeneração
Entre os cachorros que receberam a dose mais forte, 80% das fibras musculares foram corrigidas ao ponto de gerar nova distrofina. “É um resultado muito positivo e encorajador, que mostra que estamos no caminho certo”, afirmou Laurence Tiénnot-Herment, presidente da Associação Francesa Contra as Miopatias, organizadora do Téléthon, cujos fundos arrecadados permitiram financiar a pesquisa.
Testes clínicos realizados nos Países Baixos e nos Estados Unidos em crianças que sofrem de uma mutação específica da doença de Duchenne (o exon 51) costumam exigir injeções semanais, enquanto que a técnica de terapia genética utilzada em Nantes (um vetor viral utilizado como um cavalo de Tróia para levar o medicamenteo ao lugar certo) necessita apenas uma única e definitiva aplicação.
Na foto A e B: cromossomo normal, C: cromossomo com a doença.

Na foto A e B: cromossomo normal, C: cromossomo com a doença.

Os pesquisadores já estão negociando com as agências reguladoras para que os primeiros testes em humanos possam começar no final de 2015. Por razões de segurança, estes testes serão feitos inicialmente em apenas um braço e em portadores da mutação exon 53, que afeta cerca de 10% dos casos de Distrofia de Duchenne. Será um primeiro passo que, segundo o laboratório, deve levar à correção de outras variantes da doença, cujo nome faz referência ao neurologista francês Guillaume Duchenne (1806 – 1875), um dos primeiros a descrevê-la em detalhes, em 1861.


Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/ciencias/20141110-pesquisadores-franceses-avancam-na-cura-da-distrofia-muscular-de-duchenne

Novo gene descoberto durante estudo sobre famílias portuguesas

Ficha de trabalho nº5

Assunto: Estudo em famílias portuguesas permite a identificação de um novo gene relacionado com a Ataxia
Resumo: Estudos feitos com uma tecnologia recentemente desenvolvida, que permite a sequência de todos os genes do genoma humano ao mesmo tempo, conduziu à descoberta de um novo gene, PNKP, cuja mutação origina uma forma recessiva de ataxia, doença relacionada com a falta de coordenação motora. Esta descoberta pode ser um avanço para a identificação de outros gentes.

Os investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e da University College London (UCL) usaram uma tecnologia desenvolvida recentemente que permite, de uma forma relativamente rápida, a sequenciação de exomas, ou seja, a sequenciação de todos os genes do genoma humano ao mesmo tempo.A tecnologia foi usada para estudar nove famílias portuguesas com Ataxia Recessiva com Apraxia Ocular (ARAO), identificadas durante um estudo nacional e sistemático em ataxias hereditárias realizado entre 1994 e 2004 em Portugal.
A investigação permitiu identificar um novo gene (PNKP) cuja mutação origina uma forma recessiva de ataxia, uma doença que se caracteriza pela falta de coordenação nos movimentos do corpo.
"Agora que sabemos qual é o gene envolvido na doença, sabemos qual é a via biológica que está afectada e este conhecimento permite focar os esforços para o desenvolvimento de novas terapias, ou para a experimentação de terapias já existentes para doenças relacionadas", afirmou José Miguel Brás, primeiro autor do estudo e investigador na UCL.
O cientista considera "de extrema importância" os estudos nacionais para a identificação de genes associados a formas familiares de doenças pois ajudam no diagnóstico, permitem determinar a existência da alteração genética noutros membros da mesma ou de outra família e podem identificar defeitos moleculares passíveis de serem tratados.
Rita Guerreiro, também investigadora na UCL, vincou o potencial que estes estudos têm para as famílias, mesmo sendo caros.
"Teria todo o interesse ver a continuação destes estudos a nível nacional de recrutamento e caracterização de famílias, não só para ataxias, mas para outras doenças neurológicas também", defendeu.
A descoberta feita pelos cientistas portugueses não terá um efeito imediato para encontrar uma cura para a Ataxia, mas é um passo na identificação de todos os genes que contribuem para estas doenças.
"Como estas famílias fazem parte de um estudo sistemático a nível nacional, sabemos que 30 a 40% têm uma alteração genética ainda por definir e estamos a trabalhar para darmos uma resposta a estas famílias também", referiu Rita Guerreiro.
O artigo, publicado no American Journal of Human Genetics, é resultado de uma colaboração entre o laboratório de José Brás e Rita Guerreiro na UCL, que se centra na investigação sobre doenças neurológicas e o IBMC, no Porto.
"Esta colaboração permitiu estabelecer o diagnóstico molecular nestas famílias e identificar a forma genética mais comum de Ataxia com Apraxia Ocular na população Portuguesa", referiu Isabel Alonso, investigadora no IBMC.


Fonte: Noticias ao Minuto

Transfusões de sangue jovem podem inverter envelhecimento

Ficha de trabalho nº4


Unidade: Imunidade e controlo de doenças

Assunto: descoberta feita com ratos pode ajudar a retardar agravamentos de doenças relacionados com a idade

Resumo: Uma experiencia feita com ratos, permitiu concluir que a injeção de sangue de ratinhos mais jovens em ratinhos mais velhos conduziu ao rejuvenescimento. estudos indicam que este retardamento se deve à ativação dos genes que responsáveis por conexões neurais, resultante da ativação das proteínas CREB. Outros estudos indicam que este processo se deve apenas à injeção de uma proteína chamada GDF11.

Noticia:

Cientistas americanos concluem que injetar sangue jovem em ratinhos velhos inverte declínio no cérebro, coração e músculos.
     
Transfusão de sangue de ratinhos jovens em ratinhos velhos levou ao seu rejuvenescimento / Getty
Três estudos feitos por universidades americanas poderão conduzir a novas terapias que invertam os processos degenerativos do envelhecimento no funcionamento do cérebro, nomeadamente na memória e na capacidade de aprendizagem, assim como na resistência, nos músculos, no coração e noutros órgãos vitais.
A transfusão de sangue de ratinhos jovens em ratinhos velhos provocou o seu rejuvenescimento, mas falta agora saber se esta terapia poderá ter o mesmo resultado em seres humanos.
Os cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco e da Universidade de Harvard (Cambridge, Massachusetts) defendem, por isso, a necessidade de serem feitos testes clínicos em humanos, o que será possível nos próximos três a cinco anos.

Faltam os testes clínicos em humanos
"Precisamos de fazer testes clínicos para sabermos se esta terapia pode ser aplicada em humanos, e para determinarmos se há efeitos secundários indesejáveis", afirmou ao jornal britânico "The Guardian" Saul Villeda, líder da equipa da Universidade de Califórnia que fez um dos estudos.
Villeda afirma que a inversão do envelhecimento está ligada às proteínas CREB, que atuam como principais reguladoras no cérebro. Assim, a injeção de plasma sanguíneo de um ratinho jovem (com três meses de idade) num ratinho velho (com 18 meses, o equivalente a um humano de 70 anos) torna as proteínas CRAB mais ativas, ativando por sua vez os genes que são responsáveis pelas conexões neurais.
Os outros dois estudos, conduzidos pela Universidade de Harvard, e publicados na revista "Science", concluíram que o efeito de rejuvenescimento se deve à injeção de uma única proteína do sangue chamada GDF11.

O segredo da proteína GDF11
Nos ratos mais velhos esta proteína entra em colapso e as injeções restauram a GDF11 para níveis mais jovens, com efeitos muito positivos no funcionamento dos músculos e do cérebro.    
"A proteína é idêntica nos ratinhos e nos humanos e está também presente na nossa corrente sanguínea, o que sugere que os efeitos conseguidos nos ratinhos poderão ser replicados nos humanos", explica Amy Wagers, uma das autoras dos dois estudos.
O envelhecimento é um dos maiores fatores de risco para doenças como o cancro, a diabetes, a demência ou as doenças cardiovasculares. A descoberta de uma terapia que pudesse retardar ou mesmo fazer regredir qualquer uma destas doenças, teria um forte impacto na saúde pública.


Fonte: Expresso

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Ginecologistas do Japão desaconselham congelar óvulos

Ficha de Trabalho nº6
Unidade de Ensino: Reprodução Humana
Conteúdo/Assunto: Crio-conservação
Resumo: A Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia japonesa desaconselhou o congelamento de óvulos por mulheres jovens e saudáveis para futuras gestações, devido à baixa natalidade no país asiático e aos riscos do método, informou hoje a imprensa local.


A posição da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia japonesa está a agitar o debate sobre o congelamento de óvulos sem motivos médicos no Japão, poucos dias depois de o governo local de Urayasu, a leste de Tóquio, ter aprovado apoiar em 70% os custos do processo num projeto pioneiro no país asiático para fomentar a natalidade.
Os especialistas médicos disseram que os nascimentos tardios gerados com óvulos congelados podem acarretar complicações de saúde como hipertensão e possíveis efeitos adversos para os bebés, pelo que desaconselham o congelamento independentemente da idade da mulher.
Desde que em novembro de 2013 passou a ser permitido congelar óvulos sem motivos médicos, as iniciativas privadas multiplicaram-se no Japão, mas o projeto em Urayasu é o primeiro a ser apoiado localmente.
A baixa natalidade do Japão, atualmente de 1,4%, é uma das máximas preocupações do Governo japonês.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/mundo/352938/ginecologistas-do-japao-desaconselham-congelar-ovulos

Primerio transplante de cabeça humana poderá acontecer em 2017

Ficha de Trabalho nº5
Unidade de Ensino: Biotecnologia no diagnóstico e terapêutica de doeças
Conteúdo/Assunto:Transplante à cabeça
Resumo: O transplante de cabeça humana poderá estar mais perto do que o previsto. A investigação já dura há alguns anos e o cirurgião Sergio Canavero está convicto de que será um caso de sucesso.


Sergio Canavero é um cirurgião italiano e anunciou que o primeiro transplante de uma cabeça humana poderá acontecer dentro de dois anos. Segundo a New Scientist, o cirurgião está expectante para divulgar os planos da proposta radical na Academia Americana de Neurologia e Cirurgiões Ortopédicos, em Maryland, no próximo mês de Junho.
A técnica que pretende usar para o procedimento foi publicada num artigo para a revista Surgical Neurology International. A operação seria de tal forma rigorosa que a pessoa em causa teria de ser induzida em coma pelo menos quatro semanas para que não haja qualquer movimento.
Segundo Sergio Canavero, quando o transplantado acordar não deverá ser capaz de sentir ou mover o rosto e não deverá falar com a mesma voz. O cirurgião revelou que esta técnica pode ser aplicada a pessoas que sofreram degeneração nos músculos ou a casos de cancro avançado.
“Se a sociedade não quiser isto, eu não vou fazê-lo mas se as pessoas da Europa e dos EUA não quiserem, não significa que não possa ser feito noutro local”, afirmou o autor da cirurgia inovadora em declarações à New Scientist
Canavero está a estudar esta ideia desde 2013, no entanto alguns críticos têm questionado o procedimento e põem em causa o evoluir desta questão.

Fonte:http://www.noticiasaominuto.com/mundo/353081/primerio-transplante-de-cabeca-humana-podera-acontecer-em-2017